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Governo deve anunciar nova reforma administrativa na próxima sexta

José Melo pediu união de forças para impedir que a crise financeira tenha maiores impactos sobre os serviços prestados por estes órgãos à população - foto: divulgação/Secom

José Melo pediu união de forças para impedir que a crise financeira tenha maiores impactos sobre os serviços prestados por estes órgãos à população – foto: divulgação/Secom

Dezoito dias após anunciar novos cortes na máquina pública, como a redução em duas horas da carga horária de trabalho e o corte dos tíquetes-alimentação dos servidores, o governador José Melo (Pros) prepara novas medidas emergenciais para conter a crise econômica que avança. Estas medidas serão anunciadas na próxima sexta-feira e um novo projeto de reforma administrativa deve ser enviado à Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) na segunda-feira (23). Essa será a terceira reforma do governo Melo em apenas 17 meses de gestão.

Para alinhavar os novos cortes, o governador se reuniu ontem pela manhã com a cúpula da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam); do Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam); do Ministério Público do Estado (MPE); da Defensoria Pública do Estado (DPE); e do Tribunal de Contas do Estado (TCE), além de secretários estaduais, como o titular da Fazenda, Afonso Lobo.

Conforme nota da Secretaria de Estado da Comunicação (Secom), José Melo pediu união de forças para impedir que a crise financeira tenha maiores impactos sobre os serviços prestados por estes órgãos à população. A reunião entre o governador e as autoridades foi a portas fechadas.

Segundo fontes próximas ao governo, a reunião foi para definir possíveis cortes dentro da administração de Melo como fusão de secretarias e demissões em cargos comissionados. Essas decisões serão concretizadas e formalizadas a partir da aprovação do projeto do governo na Aleam.

José Melo já havia decidido desde o final de mês de abril, que iria cortar gastos no governo por motivos da crise, com isso ele diminuiu de 8 para 6 horas de serviço de aproximadamente 30 mil funcionários públicos estaduais, além da exclusão do tíquete alimentação dos servidores públicos.

Repasse de verba

Conforme a Secom, Melo tem até sexta-feira para pagar os subsídios atrasados em cinco meses totalizando em uma dívida de R$ 5,2 milhões para o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetran). O prefeito Arthur Neto (PSDSB) esclareceu em uma coletiva de imprensa na última segunda feira que, caso este não seja pago até a data marcada, ele romperá contrato com o governo de Melo.

O deputado estadual Bi Garcia (PSDB) se pronunciou em uma sessão na Aleam sobre o posicionamento do governo do Estado, que também ainda não repassou as verbas para a realização do Festival Folclórico de Parintins. Segundo o parlamentar, ele está tentando junto ao governador e o secretário de Cultura, Robério Braga, acelerar essa definição, já que faltam apenas 40 dias para realização do evento.

“Está em cima da festa, estamos trabalhando para que ainda esta semana seja definida de quanto será a participação do governo no festival. Os bois já estão sendo preparados, também já estamos trabalhando para conseguir recursos no setor privado, como fizemos no ano passado, para que se continue a realizar esse que é maior festival folclórico do país”, comentou.

O deputado ainda destaca quatro reuniões feitas desde o início do ano com o governador, secretário de Cultura e os presidentes do boi Caprichoso, Joilto Azêdo, e do Garantido, Adelson Albuquerque, mas até o momento não foi assinado nenhum contrato com o governo. Em 2014, foram repassados para cada boi R$ 2,5 milhões. No ano passado, por conta da crise, 20% dos recursos foram cortados.

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