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Governo declara estado de emergência; número de mortos sobe para 11

O governo do Chile declarou nesta quinta-feira (17) estado de emergência na região de Coquimbo, a mais afetada pelo terremoto que atingiu o país na noite de quarta-feira (16), desatando um tsunami.

“A decisão foi tomada principalmente depois da visita que a presidente Michelle Bachelet fez durante algumas horas em Coquimbo”, disse o ministro do Interior Jorge Burgos.

Nesta quinta, moradores vasculhavam os restos dos edifícios destruídos no centro do Chile depois do terremoto de magnitude 8,3, que deixou 11 mortos e obrigou 1 milhão de pessoas a deixar suas casas.

Tremores secundários sacudiram o país sul-americano depois do sismo de quarta, o mais forte do mundo este ano e o maior a atingir o Chile desde 2010. Mas alguns moradores demonstraram alívio pelo fato de a destruição não ter sido maior.

Na cidade portuária de Coquimbo, no norte chileno, onde ondas de até 4,5 metros de altura golpearam as praias, grandes barcos de pesca foram parar nas ruas e outros se partiram, enchendo a baía de destroços.

“Tudo está uma bagunça. Foi um desastre, perda total. Garrafas e copos ficaram estilhaçados e os canos no banheiro e na cozinha se romperam”, disse Melisa Pinones, dona de um restaurante na cidade de Illapel, próxima do epicentro.

Os moradores da cidade litorânea de Los Vilos tentaram salvar pertences em dezenas de casas à beira mar que ficaram destruídas ou seriamente danificadas pelas fortes ondas.

O governo já havia ordenado a retirada das pessoas das áreas costeiras depois do poderoso terremoto para evitar uma repetição do desastre de 2010, quando as autoridades demoraram a emitir um alerta de tsunami e centenas morreram.

O tremor mais recente e as ondas enormes que se seguiram causaram inundações em cidades litorâneas e derrubaram a energia nas áreas mais atingidas do centro do país, embora a maioria dos edifícios, estradas e portos tenham resistido bem.

O sismo foi sentido até em Buenos Aires, na Argentina, e em algumas cidades brasileiras como São Paulo.

“Foi como em 1965 e 1971”, contou o mestre de obras Jorge Gallardo, de Illapel, referindo-se aos dois terremotos imensos que testemunhou. “Mas desta vez os danos não foram tão grandes quanto a magnitude do terremoto faria pensar que seriam.”

 

Por Folhapress

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