Economia

Governo Chinês define diretrizes de investimento no Amazonas

No caso da Cidade Universitária, a ideia é seguir o modelo já financiado pelo grupo oriental no Equador, no contexto de smart building (prédio inteligente) - foto: Diego Peres

No caso da Cidade Universitária, a ideia é seguir o modelo já financiado pelo grupo oriental no Equador, no contexto de smart building (prédio inteligente) – foto: Diego Peres

As primeiras ações a serem desenvolvidas pelos Governos do Amazonas e da China foram definidas nesta quarta-feira, (10), em Manaus, durante reunião realizada, na reitoria da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

O encontro teve a participação do coordenador geral do Comitê Estratégico de Acompanhamento de Gestão do Governo do Estado (CEAG), Evandro Melo, o reitor da UEA, Cleinaldo Costa, o secretário de Produção Rural e Sustentabilidade do Amazonas (Sepror), Sidney Leite, e a secretária de Estado de Infraestrutura (Seinfra), Waldívia Alencar.

“O objetivo dessa reunião é a estratégia de desenvolvimento do Amazonas”, destacou Cleinaldo Costa. O reitor afirmou ainda que um dos principais interesses da UEA é na viabilização da Cidade Universitária.

Evandro Melo disse que, na próxima segunda-feira (15), um comitê do Governo do Amazonas será formado para selecionar os projetos amazonenses com potencial para serem apresentados ao Governo Chinês, conforme o protocolo de intenções assinado no mês de maio. “Esses projetos estão concentrados nas áreas de produção, conhecimento e tecnologia e infraestrutura”, explicou.

O representante da China Electronics Corporations (Ceiec), Wang Jianxun, ressaltou que a China tem interesse em ofertar soluções para o desenvolvimento estratégico do País e entende que o Amazonas tem uma grande importância em função do potencial ecológico e da política de sustentabilidade que vem mantendo a maior área da Floresta Amazônica preservada.

No caso da Cidade Universitária, a ideia é seguir o modelo já financiado pelo grupo oriental no Equador, no contexto de smart building (prédio inteligente), que é umas das áreas de maior interesse de investimento do país oriental. “Não há problema algum em financiarmos, desde que haja garantias”, afirmou Jianxun. O aporte de recursos seria feito pelo Banco de Desenvolvimento da China (CDB), o mesmo responsável pelo empréstimo feito à Petrobras em maio.

Para o modelo de fomento à pesquisa a ser implantando junto à UEA, Jianxun afirmou que o ideal é o já adotado na China, cuja base é montada a partir da parceria entre empresas e indústrias e academia. Segundo ele, as empresas podem garantir a autossustentablidade para manutenção de pesquisas. O objetivo é gerar produtos rentáveis para o mercado a partir de empresas encubadas na universidade, que teria participação no capital da empresa.

“As empresas fornecem informações sobre as necessidades do mercado, a universidade pesquisa e, com a viabilização do produto, os recursos que voltam para a universidade são reinvestidos em outras pesquisas”, disse. “Acreditamos que este seja um caminho bom para o progresso social e econômico”, completou. Além disso, as melhores pesquisas poderão ainda ser financiadas pelo governo chinês.

 

Inteligência artificial

Outra campo de interesse comum entre os chineses e o Governo do Amazonas é a de investimento em pesquisa na área de inteligência artificial com foco na pesquisa de análise de voz e vídeo. O reitor Cleinaldo Costa destacou que a UEA já tem um projeto para inclusão de pessoas com deficiência em andamento para conversão da linguagem de sinais em som, gerando vocábulos. “Essa tecnologia embarcada em celulares, por exemplo, tem um alto valor agregado”, disse.

Telemedicina e teleducação foram outras áreas de investimentos discutidas na reunião. O reitor Cleinaldo Costa explicou que, atualmente, o Amazonas é o terceiro estado em assistência médica à distância e o primeiro em Educação. Jianxun destacou as ações no Tibet, província que também recebe esse tipo de atendimento na área de Saúde. As demais áreas de interesse de cooperação da Ceiec, que tem administração do Governo Central Chinês, são: segurança pública, tecnologia nuclear e de radiação, tecnologia cloud (nuvem), sensoriamento remoto.

 

Produção rural

Durante a reunião, representantes da Ceiec afirmaram que têm interesse em investir na exploração de gás, extração de minérios e construção de portos no Amazonas, o que deverá ser discutido em outra reunião. “Apresentamos um quadro estratégico do Estado a fim de captar esses investimentos também para o desenvolvimento do interior”, afirmou o secretário de Estado de Produção Rural e Sustentabilidade, Sidney Leite.

O secretário apresentou a possibilidade de parceria na área de cooperação técnica e transferência de tecnologia para o aproveitamento da madeira. “Conseguimos aproveitar somente de 30% a 35% da madeira que extraímos hoje, enquanto os chineses conseguem praticamente 100%”, explicou. A produção de proteína a partir do beneficiamento do pescado e investimento na cadeia de piscicultura do Estado é outro ponto que será discutido com os representantes chineses.

Com informações da assessoria

 

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