Política

Governo busca parcerias para fazer investimentos

Em maio, governador José Melo recebeu o representante do governo chinês Liu Liehong - foto: divulgação

Em maio, governador José Melo recebeu o representante do governo chinês Liu Liehong – foto: divulgação

A relação Brasil e China ganhou mercado além das roupas e produtos eletrônicos. Em setembro, o governador José Melo e empresários do Amazonas desembarcarão na China,em busca de investimentos de cerca de US$ 1 bilhão (R$ 3 bilhões) para financiar projetos como a produção de peixe em cativeiro e obras de infraestrutura no Estado, como a duplicação da rodovia AM-010, que liga Manaus a Itacoatiara, e a construção do campus da Universidade Estadual do Amazonas (UEA).

A data da visita foi acertada em maio deste ano durante a assinatura de um protocolo de intenções firmado entre o Governo do Amazonas e o representante do governo chinês na área de ciência e tecnologia, o presidente da estatal chinesa China Eletronics Corporation, Liu Liehong.

Segundo o governador, o acordo com a China abre um horizonte importante de investimentos em um período de crise da economia brasileira. Mineração, produtos florestais e a proteção da região amazônica também são áreas de interesse dos chineses. Além do intercâmbio na área de ciência e tecnologia, está prevista a instalação de empresas chinesas no Polo Industrial de Manaus (PIM) e o acesso facilitado a recursos para desenvolvimento econômico e obras de infraestrutura.

Com esses recursos, José Melo pretende impulsionar a piscicultura, fomentando a criação de peixe em cativeiro por agricultores. “A China é um país grande, rico, mas que precisa de alimentos. Eles viram no Amazonas um local que pode produzir. Vimos oportunidade de acessar esses recursos para transformar o Estado no grande produtor de peixe. Abriram o mercado para a carne e, agora, o peixe. Quero abrir oportunidade para que empresários acessem o crédito chinês para não só produzir, mas também industrializar e enlatar os peixes amazonenses”, disse.

A infraestrutura é outro ponto importante do acordo. Nesse caso, os recursos devem ser disponibilizados por meio de empréstimos com bancos e agências de financiamento chineses. O maior atrativo são os juros, considerados os mais baixos do mercado e inferiores, por exemplo, aos praticados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Acordo entre Brasil e China

Representantes dos governos do Brasil e da China assinaram em maio durante cerimônia em Brasília, 35 acordos de cooperação em oito áreas que envolvem investimentos de US$ 53 bilhões. Só com a Petrobras, foram assinados três atos de cooperação de ao menos US$ 7 bilhões. A presidente Dilma Rousseff e o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, acompanharam o evento, depois de uma reunião entre os dois no Palácio do Planalto.

Para comemorar a retomada da exportação de carne bovina para o mercado consumidor chinês, o governo brasileiro ofereceu churrasco para a comitiva do primeiro ministro.

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