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GGI deve reintegrar áreas irregulares em Manaus nesta semana

De acordo com o coordenador do GGI, delegado Frederico Mendes, ainda esta semana, o comando da Polícia Militar deverá enviar um ofício solicitando o apoio do gabinete para a reintegração de posse de um terreno - foto: Diego Janatã

 Ainda esta semana, o comando da Polícia Militar deverá enviar um ofício solicitando o apoio do gabinete para a reintegração de posse de um terreno – foto:  Diego Janatã

Das 25 ocupações irregulares que surgiram em Manaus, nos últimos nove meses, quatro já estão com o processo de desocupação autorizado pela Justiça, segundo informações do Gabinete de Gestão Integrada (GGI) da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM).

De acordo com o coordenador do GGI, delegado Frederico Mendes, ainda esta semana, o comando da Polícia Militar deverá enviar um ofício solicitando o apoio do gabinete para a reintegração de posse de um terreno, batizado de invasão “Bom Pastor, localizado na avenida Torquato Tapajós, Zona Norte, que já possui uma mandado de desocupação expedido no mês passado pela justiça do Amazonas.

Além dessa área, o delegado destacou que já está em andamento a determinação da Justiça para as desapropriações das invasões Cidade das Luzes, Paraíso Tropical, localizados no bairro Tarumã, na Zona Oeste,  e Jangadeira, situada no bairro Puraquequara, Zona Leste.

“A reintegração do terreno da Torquato Tapajós já está em fase final para ser executada. Já os outros mandados estão sofrendo algumas alterações para serem cumpridos. A nossa previsão é que até o final do mês de setembro, esses quatros espaços já estejam desocupados e devolvidos para os verdadeiros proprietários”, disse.

O delegado esclarece que, ao contrário do que foi informado recentemente pelo advogado João Pocetti, proprietário do terreno da Torquato Tapajós, de que a retirada dos invasores seria feita no último dia 4, a ação deverá ser realizada somente após o planejamento dos órgãos que estarão envolvidos na retirada das 800 famílias abrigadas na invasão “Bom Pastor” há quatro meses.

“Há um procedimento a ser seguido. Uma reintegração de posse não acontece da noite para o dia. A PM tem que acionar o GGI e após isso começa um estudo, que é feito com o Corpo de Bombeiro, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans), Polícia Civil, entre outros, para que as pessoas sejam retiradas da melhor maneira possível, para que não ocorram conflitos durante o procedimento. Assim que a PM entregar o ofício sobre a desocupação, que provavelmente será entregue ainda esta semana, iremos nos reunir com todos os órgãos envolvidos no planejamento, para executar a ação o quanto antes”, esclareceu o delegado.

O delegado ressaltou que a medida para desocupação do espaço só é realizada após se esgotarem todas as possibilidades de retirada passiva. O advogado João Pocetti disse ontem (8) que o coronel da PM, Rivaldo, está finalizando o relatório para enviar ao grupo de Inteligência. O proprietário do terreno frisou que solicitou junto ao comando agilidade para que o mandado seja executado ainda esta semana. “Recebi a informação que o relatório está em fase de conclusão para ser encaminhado ao GGI. Antes disso o governador José Melo deve liberar a ação. Espero que isso seja revolvido o quanto antes e estou batalhando para isso” disse.

Por Gerson Freitas

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