Cultura

Gessinger comemora 30 anos de carreira com fãs manauenses

Gessinger, adianta que o show de amanhã vai trazer os sucessos da carreira e as inéditas do novo álbum 'Insular'-foto: divulgação

Gessinger, adianta que o show de amanhã vai trazer os sucessos da carreira e as inéditas do novo álbum ‘Insular’-foto: divulgação

Cantor, compositor e instrumentista, Humberto Gessinger arrasta fãs desde a época do Engenheiros do Hawaii. Com sete anos de carreira solo, o cantor gaúcho segue em turnê com o show ‘Insular – Ao vivo’, que traz além das inéditas, os sucessos que marcaram a história do rock nos anos 80. O show já passou por 18 Estados e chega à Manaus amanhã, na piscina do Tropical Hotel. Em entrevista, o cantor fala sobre a trajetória de sucesso, além de ressaltar a boa relação com os fãs manauenses.

É possível fazer um balanço desses 30 anos de carreira?

Humberto Gessinger – É difícil a gente tentar se enxergar ‘de fora’. Continuo o mesmo sonhador, acho até que sou mais ingênuo hoje do que quando comecei. E isso é muito bom para criar. A gente vai amadurecendo, aprendendo um pouco e desaprendendo muito, o que é ótimo. Mas me sinto muito mais à vontade hoje. Não gostaria de voltar para nenhum outro ponto da minha trajetória, pelo contrário, gostaria de ter tido as ferramentas de comunicação que se tem hoje e que me possibilitam um contato mais direto com quem se interessa pelo meu som.

Com o surgimento de novas bandas, ao longo do tempo o rock nacional passou por diversas intervenções. O som de Gessinger também buscou construir um ‘novo’ rock?

HG – Cada vez acredito mais na força e na importância da música feita com sinceridade.
O ‘Insular’ é um projeto solo que não tem banda fixa. Como foi a construção deste projeto?

HG – Tive bastante tempo e fui rigoroso na escolha do material para o CD Insular, lançado em 2013. Esperei que as músicas se impusessem e que pedissem para ser gravadas. Além de boas canções, elas tinham que se encaixar na vibe do disco e chegar ao arranjo certo. Com o amadurecimento do show, pintou a vontade de registrá-lo num DVD, o que fiz em 2014, no CD/DVD Insular ao vivo.

A banda Engenheiros do Hawaii acumula sucessos. No show solo, você faz o resgate dessas músicas?

HG – Tocarei músicas de todas as fases da minha carreira. Um power-trio: guitarra, baixo e bateria e um momento acústico com gaita, violão e percussão. Tudo rolando no mesmo cenário, na mesma vibe do DVD Insular ao Vivo.

Engenheiros, outros fazem parte da nova geração. Como se dá a interação de Gessinger com os fãs?

HG – É sempre misteriosa a relação com o público. É tão subjetivo! Sou imensamente grato por esse carinho. Não penso no público como “consumidores” e não me vejo como um “produto”. Talvez este seja um dos motivos da fidelidade e da renovação. Meu público vem se renovando desde sempre.

Você já esteve em Manaus outras vezes. Como é sua relação com a cidade?

HG – Esta será a nona vez em Manaus. A primeira foi em 1987, ainda na turnê do ‘Longe demais das capitais’. Voltei depois com ‘Ouça o que eu digo: não ouça ninguém’. E posteriormente em outras turnês do Engenheiros. Não tenho o que reclamar da cidade, sempre fui muito bem recebido.
‘InSULar Ao Vivo’ rende DVD de Ouro

Comemorando 30 anos de carreira, o compositor, cantor, instrumentista e escritor Humberto Gessinger está na estrada com o show de seu sétimo DVD e 21º CD, “inSULar ao vivo”, que traz o registro do show realizado em Belo Horizonte/MG, em maio do ano passado. No repertório, músicas do disco ‘inSULar’ (2013 – STR/Stereophonica) ao lado de canções e grandes sucessos de todas as fases da sua carreira.

O novo trabalho de Gessinger é primeiro DVD solo da carreira e já recebeu DVD de Ouro em apenas dois meses após o lançamento. “Este é o trabalho da minha vida no sentido de ser o mais abrangente.

Consegui colocar na proporção que eu sonhava cada aspecto do meu som, do power trio a coisas mais delicadas. Caímos na estrada mesmo antes do CD inSULar ficar pronto e, desde o ano passado, vínhamos refinando o repertório, arranjos, cenário… tudo culminou na gravação do show em BH”, disse o vocalista, que no show assume, além dos vocais, o baixo, teclados, harmônicas e acordeon, acompanhado por Rodrigo Tavares na guitarra e Rafael Bisogno na bateria.

O cantor nasceu em 24 de dezembro de 1963, em Porto Alegre/RS. Em 1985, com colegas da Escola de Arquitetura da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), montou a banda Engenheiros do Hawaii. O nome fazia uma brincadeira com estudantes de engenharia e surfistas que frequentavam o bar da faculdade.

Apesar de se considerar, principalmente, um compositor, Humberto é músico autodidata, e, nas várias fases de sua carreira, tocou diversos instrumentos como baixo, guitarra, viola caipira, violão, teclados, bandolim, harmônicas e acordeon. Ao final da turnê do disco ‘Novos Horizontes’, em 2008, foi anunciada uma pausa por tempo indeterminando nos Engenheiros do Hawaii e Humberto foi para a estrada com o projeto ‘Pouca Vogal’, um power duo em parceria com Duca Leindecker.

Em 4 anos, foram mais de 220 shows em mais de 150 cidades e um CD/DVD gravado ao vivo em Porto Alegre. No final de 2012, o Pouca Vogal encerrou a turnê e Humberto passou a se dedicar a carreira solo. Em 2013, lançou seu vigésimo álbum, ‘inSULar’ (STR/Stereophonica), o primeiro como artista solo.

Desde a formação da banda Engenheiros do Hawaii, são 21 CDs e sete DVDs, oito Discos de Ouro, um Disco de Platina, quatro DVDs de Ouro e já lançou cinco livros.

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