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Geração de empregos no Amazonas registra queda em postos de trabalho formais

A geração de empregos no Amazonas apresentou queda de menos 3.859 postos de trabalho formais, no último mês de junho, na comparação com o mês anterior - foto: divulgação

A geração de empregos no Amazonas apresentou queda de menos 3.859 postos de trabalho formais, no último mês de junho, na comparação com o mês anterior – foto: divulgação

A geração de empregos no Amazonas apresentou queda de menos 3.859 postos de trabalho formais, no último mês de junho, na comparação com o mês anterior. O Estado teve a segunda pior variação (-85%), ficando atrás somente do Espírito Santo, cuja variação foi de -90%. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado, ontem, pelo Ministério do Trabalho.

Segundo o Caged, os setores econômicos do Amazonas criaram 12.317 vagas celetistas. Porém, por outro lado, as empresas demitiram 16.176 funcionários, no último mês de junho, segundo pior resultado da Região Norte, atrás somente do Estado do Pará.

No Brasil, a geração de empregos apresentou uma nova redução em junho. De acordo com dados do Ministério do Trabalho, houve uma redução de 111.199 vagas em todo o território nacional.

O resultado é o mais baixo para o mês desde o início da série histórica, iniciada em 1992, quando a redução de vagas chegou a 3.738. O resultado de junho é semelhante ao observado no mês anterior, maio, quando a redução, em maio, foi de 115.599 empregos celetistas.

Dentre os principais setores onde houve perda de vagas no país estão a indústria da transformação (que diminuiu 64.228 postos), serviços (retração de 39.130) e o comércio (menos 25.585). O governo atribui o encolhimento no setor de serviços ao recuo de quatro atividades: comércio e administração de imóveis, ensino (por motivo sazonal relacionado ao ciclo escolar), serviços de transportes e comunicações.

Ranking

Na lista dos Estados em que mais houve perda de vagas com carteira assinada, São Paulo aparece no topo. A redução chegou a 52.286 postos. A mais acentuada do país.

O Rio Grande do Sul aparece em seguida, com fechamento de 14.013 vagas. Depois vem o Paraná, que perdeu 8.893, e Santa Catarina, com 7.922.

Destaque positivo para o Estado de Minas Gerais, que criou 9.746 novas oportunidades com carteira assinada.

Perdas no acumulado do ano

No acumulado do primeiro semestre de 2015, o Brasil já perdeu 345.417 empregos celetistas. Foram 9.819.178 admissões e 10.164.595 desligamentos, segundo o Caged.

De janeiro a junho, as possibilidades de trabalho formal retraíram no Sudeste, Nordeste e Norte. As regiões Centro-Oeste e Sul tiveram resultado positivo.

Salários menores

De acordo com os dados do Caged, os salários médios de admissão também apresentaram queda real de 1,63% em relação ao mesmo semestre do ano de 2014.

O valor médio inicial para contratação foi de R$ 1.271, em 2014, para R$ 1.250, em 2015.

Há também diferenciação por gênero. Houve queda real de 1,87% nos salários quando tratada a admissão de homens e de 0,86% nas admissões de mulheres.

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