Cultura

Gêneros variados no Festival Breves Cenas

O grupo Creche na Coxia, do Rio de Janeiro, apresentará o suspense 'Maparipiaspas'- foto: divulgação

O grupo Creche na Coxia, do Rio de Janeiro, apresentará o suspense ‘Maparipiaspas’- foto: divulgação

Suspense, comédia e surrealismo são os gêneros representados na programação do segundo dia do Festival Breves Cenas de Teatro, que será realizado nesta sexta-feira (27), às 20h, com entrada gratuita no Teatro Amazonas.

Quem abre a programação é a cena ‘Frágil’, da performer Maru Riveira, de Minas Gerais. Utilizando a técnica de Circo Contemporâneo, a artista trabalha o surrealismo para contar uma viagem por uma infância contida e seus acidentes de percurso, por aqueles esconderijos imaginários, lugares secretos fora do tempo e do espaço.

“É uma pequena estória que convida o espectador a se emocionar num percurso recheado de poesia ao encontro de si mesmo. Imagens sutis, mas que evoquem as entranhas do que vai constituindo-nos social e culturalmente desde a infância”, conta a protagonista.

Em seguida é a vez de ‘Maparipiaspas’, da Creche na Coxia (RJ). O suspense conta a história de Mocinha, uma serviçal que já passa dos 40 anos. Para não morrer sem se deitar com um homem, ela aceita se casar com Teteca, carregador de fezes dos burgueses duma cidadezinha do interior onde ainda não chegou o esgoto. Mocinha dá luz a sete meninas e há muitos percalços na história dela.

O elenco conta com Debora Diniz, Júlia Lima, Ivan Alves, Marcelas Rimes, Rafaela Solano e Vivi Medina. A terceira cena a se apresentar, também carioca, é ‘O povo, o rei e o bufão do rei’, da Multifoco companhia teatral. O grupo desenvolve uma linguagem própria através de pesquisas nas mais diversas manifestações artísticas, a partir dos princípios do Teatro Colaborativo.

Quem fecha a noite é a cena “Desgraça alheia”, da Companhia Dupla (SP). A comédia fala de um terapeuta e sua relação sádica com sua paciente. Dois universos diferentes: ele, uma pessoa alternativa; ela, uma típica mulher de escritório, ‘careta’, apegada à rotina. “Ambos infelizes, cada um à sua maneira. Ambos aprofundando seus sofrimentos, ácidos e cômicos, em uma breve sessão de terapia”, adianta a atriz Letícia Tomazella. Ela divide a cena com Bhá Prince.

Competitivo

Em sua sétima edição, o Festival Breves Cenas de Teatro mantém a proposta do caráter competitivo e cenas com o mínimo de quatro minutos e 49 segundos e, no máximo, de 15 minutos e um segundo. São quatro cenas por noite.

Além da programação artística, o evento conta com vivências pedagógicas. As cenas exibidas na noite anterior entram em debate no dia seguinte, no Casarão de Ideias. Artistas locais, nacionais, jurados e o público são convidados a participar. Nesta sexta-feira, o encontro inicia às 9h.

Encontro

Um dos destaques da programação acadêmica deste ano será a palestra ‘Por um teatro das encruzilhadas: encontro entre Recife e Manaus’, com Wellington Júnior, da Máquina dos Sonhos, companhia de teatro de Pernambuco. A palestra está marcada para hoje, às 15h, na Universidade do Estado do Amazonas (UEA) – unidade da rua Leonardo Malcher, Centro.

No encontro, Wellington Júnior fala sobre crítica teatral, que começou a exercer há mais de 20 anos em Recife. “No início, a cada três dias estava dentro de um espaço teatral. Gosto de me definir como um espectador apaixonado pela cena teatral. E foi a partir dessa paixão crítica que pude identificar uma série de cruzamentos e tensões na cena teatral”, ressalta.

O 7º Festival Breves Cenas é realizado pela H Produções, com patrocínio, via edital de cultura, da Caixa Econômica Federal e da Secretaria de Estado de Cultura (Sec).

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