Economia

Gastos de brasileiros no exterior atingem em julho menor nível em sete anos

Apesar da queda de 17,8% do dólar de janeiro a julho, os gastos dos turistas brasileiros no exterior continuaram a diminuir em relação ao ano passado - foto: Agência Brasil

Apesar da queda de 17,8% do dólar de janeiro a julho, os gastos dos turistas brasileiros no exterior continuaram a diminuir em relação ao ano passado – foto: Agência Brasil

Mesmo com a queda do dólar nos últimos meses, os gastos de turistas brasileiros no exterior atingiram em julho o menor nível em sete anos. Segundo dados divulgados nesta terça-feira (23) pelo Banco Central (BC), as despesas com viagens internacionais somaram US$ 1,362 bilhão. O valor é o menor para o mês desde julho de 2009 (US$ 1,044 bilhão).

Apesar da queda de 17,8% do dólar de janeiro a julho, os gastos dos turistas brasileiros no exterior continuaram a diminuir em relação ao ano passado. Nos sete primeiros meses do ano, os turistas brasileiros gastaram US$ 7,894 bilhões fora do país. O montante é 32,05% inferior aos US$ 11,617 bilhões registrados no mesmo período de 2015.

Na comparação mês a mês, os gastos de turistas brasileiros no exterior ficaram praticamente estáveis em relação a junho, quando as despesas haviam somado US$ 1,371 bilhão. Ao longo de 2016, as despesas com viagens internacionais têm rondado a casa de US$ 1 bilhão por mês, tendo somado US$ 839,6 milhões em janeiro, US$ 841,2 milhões em fevereiro, US$ 1,291 bilhão em março, US$ 1,076 bilhão em abril e US$ 1,113 bilhão em maio.

Os gastos de turistas no exterior entram na conta de serviços, um dos itens da conta de transações correntes, que mede a vulnerabilidade do país a crises externas. A conta de viagens engloba tanto os gastos de brasileiros no exterior como os gastos de turistas estrangeiros no Brasil. De janeiro a julho, os estrangeiros gastaram US$ 3,622 bilhões no Brasil, volume 6,2% maior que no ano passado. A conta ainda não inclui os gastos de turistas durante os Jogos Olímpicos, que serão divulgados pelo Banco Central somente no fim de setembro.

Por Agência Brasil

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