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Economia

Gasolina é mais viável do que o etanol em Manaus

Embora o preço médio da gasolina esteja em R$ 3,95, em Manaus, vários postos praticam o valor de R$ 3,99 para o combustível – foto: Arthur Castro

Diante da alta do preço da gasolina em Manaus, motoristas acabam optando para o consumo de álcool.
Entretanto, na capital amazonense, onde a gasolina custa em média R$ 3,95, o etanol que é comercializado, em média, a R$ 3,25, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), acaba se tornando um produto inviável, quando se trata em economizar no bolso.

Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Lubrificantes, Álcool e Gás Natural do Estado do Amazonas (Sindcam), Luiz Felipe de Moura, para que o álcool seja um produto viável para economizar, o preço do produto teria que ser de até 75% do valor da gasolina.

“Se fizermos esse cálculo, no qual o valor de comercialização da gasolina está R$ 3,95 e dividirmos pelo valor de venda do álcool que está R$ 3,25, teremos um resultado de 82,2%, ou seja, 7,2% acima do que se precisava para ter uma economia na utilização do produto petroquímico”, disse o presidente.

O presidente do Conselho Regional do Economia (Corecon), Nelson Azevedo, explicou que o consumidor deve ficar atento com as “armadilhas” nos preços. Segundo ele, o ideal é fazer um comparativo para saber se compensa fazer a troca de um material pelo outro. “O álcool tem que ter uma diferença razoável sobre a gasolina para poder existir uma vantagem na troca do produto”, disse.

Caso contrário, Nelson Azevedo explicou que o ideal é manter o consumo de gasolina. Outro fator que poderá influenciar no gasto com o produto, segundo o presidente do Corecon, é o modelo de veículo utilizado.

O economista informou que não vê diferença em termo de consumo de um produto pelo outro. “A gasolina, na minha avaliação, consome menos que o álcool, então para você fazer a troca do produto, terá que existir um diferencial grande para que o consumidor possa ficar na vantagem”, disse Azevedo.

Apesar da opinião dos especialistas, a servidora pública Lívia Almeida, 37, trocou o consumo de gasolina por álcool, medida que trouxe uma economia de R$ 90, ao mês.

Segundo ela, a cada 10 dias abastecia o tanque do carro com R$ 187 em gasolina, mas com a mudança de hábito, passou a gastar R$ 157 em etanol, fazendo os mesmos percursos diários e uma economia de R$ 30 na compra. “Se for fazer o cálculo da economia por ano, terei poupado, em média, R$ 1.080, valor relevante, pois vivemos em um cenário que nos obriga a poupar”, disse.

Henderson Martins
EM TEMPO

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