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Gasolina comum já custa quase R$ 4 em Manaus

Segundo o gerente geral da distribuidora Equador, André Borges, o reajuste de preços foi repassado aos revendedores a conta gotas nas últimas quinzenas - foto: Marcio Melo

Segundo o gerente geral da distribuidora Equador, André Borges, o reajuste de preços foi repassado aos revendedores a conta gotas nas últimas quinzenas – foto: Marcio Melo

Novo reajuste de preço dos combustíveis pegou os manauenses de surpresa. Nesta quinta-feira (19), o valor do litro da gasolina comum deu um salto de R$ 3,79 para R$ 3,95 e de até R$ 4,049 a aditivada. As distribuidoras afirmam que o elas receberam novo preço da Petrobras.

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Amazonas (Sindicam), Luís Felipe Moura Pinto, disse que as distribuidoras é quem deveriam ser questionadas pelo reajuste. O dirigente afirmou que o sindicato não tem qualquer ingerência no preço dos combustíveis e nem tem controle sobre os preços que cada revendedor adota.

“O mercado é livre. Eu como consumidor fico mais seleto. O governo anuncia que não aumenta, mas na verdade aumenta. Ficamos até sem entender. Aumenta para a distribuidora, para nós não porque trabalhamos com gasolina pura. A distribuidora põe o preço que quiser”, disse Pinto.

Segundo o gerente geral da distribuidora Equador, André Borges, o reajuste de preços foi repassado aos revendedores a conta gotas nas últimas quinzenas. “A Petrobras tem aumentado o preço quase que quinzenalmente, na casa dos centavos. Nós distribuidores compramos cada vez mais caro. Nosso fator prejudicial é a comercialização, que influencia tanto na compra como na revenda dos produtos”, disse.

Borges avaliou que a tendência é que os clientes reduzam o consumo, pois afeta diretamente na renda de cada pessoa. Além disso, afirmou que provavelmente haverá pelo menos mais um reajuste até o final do ano.

“A culpa desse reajuste é da Petrobras, que aumentou tributos, álcool, biocombustíveis. Não tem como fazer margens de erro dos postos, porque ninguém consegue repassar o valor das verbas cobradas”, ressaltou.

O auxiliar de serviços gerais Pablo Anderson, 28, reclamou que o aumento é muito elevado e que a população não pode ser cobrada por tantos impostos. “Estamos pagando a conta de quem roubou a empresa responsável [Petrobras]. Uma dívida que pesa no bolso”, disse.

O motoboy Thiago Rodrigues, disse que vai ficar cada vez mais difícil andar com seu veículo, pois se continuar aumentando vai optar pelo uso do Transporte Coletivo. “Um valor desse, não tem como não preferir andar de ônibus, quando penso que vai melhorar quando compro um veículo, vejo que me enganei, o custo hoje em dia é muito maior, se continuar desse jeito vou optar de rota para ir ao trabalho”, relatou.

Por Lindivan Vilaça

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