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Gás natural veicular fica mais caro para taxistas

Conforme a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), atualmente, 1.768 taxistas de Manaus utilizam o sistema de gás GNV - foto: Ione Moreno

Conforme a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), atualmente, 1.768 taxistas de Manaus utilizam o sistema de gás GNV – foto: Ione Moreno

Os quase 2 mil taxistas manauenses que abastecem seus veículos com o gás natural veicular (GNV), têm sentido no bolso o peso de dois reajustes consecutivos do combustível, ocorridos em dezembro de 2015 e janeiro deste ano. Com os aumentos, o valor cobrado pelo metro cúbico ficou 21,7% mais caro e a categoria já fala em prejuízos para o setor.

Conforme a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), atualmente, 1.768 taxistas de Manaus utilizam o sistema de gás GNV. Entretanto, na contramão do incentivo da conversão pelo governo do Estado, os aumentos têm causado revolta entre os profissionais. Em dezembro de 2015 o metro cúbico custava em média R$ 2,34 na bomba. Com o primeiro aumento na bomba o preço cobrado passou para R$ 2,65 ainda no final do ano passado. O segundo reajuste acrescentou mais R$ 0,20 centavos e o valor chegou a R$ 2,85, em janeiro.

De acordo com o taxista Michel Albuquerque, o valor não tem sido repassado pela categoria para os consumidores porque o preço é tabelado pela Prefeitura de Manaus, o que, para ele, deixa o taxista com o prejuízo. “Antigamente eu enchia meu cilindro de gás com R$ 28 e agora só consigo completar por R$35 dependendo da pressão. Daqui a um tempo não vai mais compensar o gás, porque ele está quase o mesmo preço da gasolina. Vai sair quase que uma coisa pela outra”, desabafou o permissionário.

Os taxistas reclamam de terem sido pego de surpresa e os aumentos não tem sido justificado, uma vez que outros combustíveis como a gasolina tem tido considerável redução do valor nos últimos dias na capital amazonense.

“É estranho esse aumento, porque não houve aumento de petróleo, pelo contrário está baixando e até a gasolina tem baixado o preço na bomba. Aumentaram a primeira vez sem aviso algum e agora aumentaram de novo e dessa vez para R$ 2,80. O governador diz que está dando incentivo para os taxistas. É um absurdo”, reclamou Edival Batista, que trabalha em um ponto de táxi no Amazonas Shopping.

Conforme o taxista, o aumento não tem compensado mais que os profissionais do segmento façam a conversão do combustível nos seus veículos, o que é incentivado pelo governo do Estado. “Não está nem compensando o taxista gastar R$ 5 mil em um kit de gás e estarmos pagando esse valor.  O carro movido a gás é caro. Estamos de mãos amarradas, não temos a quem recorrer, ligamos para o Procon-AM e nada. Já fomos lá e o Procon-AM nos disse que ia tomar providencias. Mas, ninguém fez nada até agora”, afirmou Edival.

Mediação

Para o taxista Francivaldo da Silva o sindicato não tem tido o poder de mediar as negociações sobre os aumentos e teme não ser possível mais abastecer com a margem de lucro cada vez mais reduzida. “O sindicato é apenas representativo e não atuante. Não faz nada pela categoria. Pagamos apenas a taxa e não acontece nada. Se o barril do petróleo está baixando o gás natural vem na contramão, e olha que é um gás que vem aqui de Urucu, aqui no Amazonas. Nós queremos uma explicação”, cobrou.

Por Stênio Urbano

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