Economia

Gás Natural Veicular é 40% mais vantajoso do que etanol e gasolina, revela pesquisa Abegás

Atualmente, no Amazonas, mais de 1,7 mil taxistas abastecem os seus veículos como o GNV, cujo metro cúbico na bomba custa R$ 2,85 – foto: Arquivo EM TEMPO

Atualmente, no Amazonas, mais de 1,7 mil taxistas abastecem os seus veículos como o GNV, cujo metro cúbico na bomba custa R$ 2,85 – foto: Arquivo EM TEMPO

No Amazonas, o custo do quilômetro rodado com gás natural veicular (GNV) é o menor entre os combustíveis. Mesmo com dois aumentos sucessivos no preço – um em dezembro de 2015 e outro em janeiro deste ano -, o quilômetro com GNV custa R$ 0,22 no Estado, revela pesquisa da Associação Brasileira das Empresas Distribuidora de Gás Canalizado (Abegás) a partir de dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em fevereiro. Com a gasolina, a proporção sai por R$ 0,45 e, com etanol, a R$ 0,36.

A economia com GNV beneficia 1.768 taxistas que abastecem o carro com esse combustível, apesar do metro cúbico ter ficado 21,7% mais caro. No mês de dezembro de 2015, o metro cúbico custava, em média, R$ 2,34 na bomba. Com o primeiro aumento, o preço passou para R$ 2,65. O segundo reajuste acrescentou mais R$ 0,20 e o valor chegou a R$ 2,85, em janeiro deste ano. No Amazonas, a menor vantagem apresentada pelo GNV frente aos demais combustíveis é de 40%.

“O estudo da Abegás mostra mais uma vez que a economia proporcionada pelo Gás Natural Veicular é igual ou superior a 50% em comparação com o etanol em 16 Estados brasileiros e, frente à gasolina, em seis. O Brasil precisa incentivar mais o GNV. Além de mais econômico, o energético é um forte indutor de políticas ambientais, reduzindo o volume de emissões de CO2 nas cidades”, disse o presidente da Abegás, Augusto Salomon.

O estudo utiliza como veículo de referência o Fiat Siena, que já traz em seu manual uma estimativa de consumo médio com os três combustíveis. Com ele é possível percorrer 13,2 quilômetros com um metro cúbico de GNV, 10,7 km com gasolina e 7,5 com etanol. A base para o cálculo de economia mensal também se baseia em veículos que rodam cerca de 2.500 quilômetros por mês. A análise aponta ainda que mesmo em outros estados o valor que o consumidor economiza ainda é bastante expressivo.

O Rio de Janeiro registrou o maior grau de economia frente ao etanol, chegando a 64%, índice mais alto já registrado pelo boletim desde outubro de 2015. Para o consumidor, o custo por quilômetro com o GNV no Rio sai, em média, por apenas R$ 0,16, chegando a R$ 0,36 com gasolina e R$ 0,45 com etanol. Para um motorista que roda, em média, 2.500 quilômetros/mês, a economia pode chegar a R$ 700 no abastecimento.

Em comparação ao etanol no desempenho por quilômetro rodado, a economia do gás natural veicular ficou acima dos 50% em 16 unidades da federação: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

Por Cléber Oliveira

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