Dia a dia

Galpão volta a pegar fogo no Petrópolis

 

Um galpão, onde são guardados entulhos como materiais infláveis, pegou fogo novamente na tarde desta quinta-feira (3), na rua Nova Olinda esquina com a Crisanto Jobim, bairro Petrópolis, na Zona Sul de Manaus. Cinco viaturas do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) estão no local combatendo o fogo.

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Cada viatura tem autonomia de 35 mil litros. Às 18h52, a assessoria de imprensa dos bombeiros informou que o fogo havia sido controlado, sem risco de propagação. O objetivo das equipes agora é isolar as chamas para combater em definitivo o fogo. No entanto, a reportagem permaneceu no local até às 19h30 e as chamas não haviam sido controladas. Inclusive, o fogo estava tão alto que bombeiros sinalizavam que a fiação elétrica de alta tensão poderia estar comprometida e, assim, oferecia riscos às pessoas que insistiam em ficar próximo ao incêndio.

O fogo voltou a se alastrar nesta tarde – Arthur Castro

O primeiro incêndio no local teve início por volta das 11h. Os bombeiros foram acionados às 12h30 e fizeram o rescaldo no local. Porém, às 15h, o fogo voltou a se alastrar. De acordo com os moradores, o novo sinistro aconteceu devido à quantidade de produtos inflamáveis no galpão.

Moradores acreditam que alguém possa ter jogado algo perto dos focos de fumaça. Eles reclamam ainda que passaram o dia inalando fumaça. Alguns chegaram a passar mal.

De acordo com o comerciante e morador da região, Jucelino Silva, 39, o incêndio começou por volta de 11h e de imediato as equipes dos bombeiros chegaram no local. “Eles vieram, combateram as chamas, diminuiu bastante, e por volta das 15h foram embora. Só que eu acredito que ficaram focos de incêndio por baixo dos materiais infláveis. Até o calor pode ter contribuído para que o material voltasse a queimar. Nessa segunda vez o fogo foi muito maior e eles estão tendo muita dificuldade para controlar”, informou.

Até as 19h30 o fogo não havia sido controlado

A reportagem presenciou, a todo o momento, as equipes atuando de forma intensa no combate as chamas. Além disso, havia ainda a substituição de viaturas com tanques d’água.

A esteticista e vizinha do local do incêndio, Kênia Xabregas, de 36 anos, que há 30 anos mora na região, informou que o galpão está desativado a cerca de dez anos. “Era uma fábrica de plástico. Porém, a uma década eles pararam de produzir e abandonaram o local. Não há portões, o que facilita a entrada de qualquer pessoa para jogar lixo. O local se tornou uma lixeira viciada. Há poucos dias eu notei a presença de alguns funcionários realizando uma limpeza e iniciando uma obra, parece que estavam querendo construir uma cobertura de ferro, mas depois desse incêndio dificilmente vão dar continuidade”, comentou a moradora.

De acordo com o eletricista Lailsson Pequeno, além do incêndio desta quinta, o local também já foi alvo de um incêndio em dezembro de 2016. “Na época, tudo foi destruído. Havia uma cobertura que desabou. Há três anos a comunidade está lutando para retirar esse local daqui”, revelou Lailsson.

O eletricista destaca ainda que no local há muitos produtos químicos. “Isso é uma bomba relógio. O dono da empresa nem se quer se preocupa se moram pessoas próximo ao galpão. Há muitas casas ao redor desse terreno, que não tem vigia e é aberto. Qualquer morador pode entrar e tocar fogo. Do lado do galpão tem uma creche, que também está sendo ameaçada pelo fogo”, denunciou.

Outro caso

Por volta das 18h40 um residência de madeira, localizada no beco Betel, bairro Mauzinho, Zona Leste de Manaus, foi totalmente destruída pelo fogo. Não houve vítimas. O CBM-AM confirmou o envio de uma equipe até o local, porém não divulgou informações sobre a atuação dos bombeiros.

Isac Sharlon
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