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Dunga assume seleção olímpica do Brasil após demissão de Gallo

A CBF antecipou algo que havia decidido em janeiro, mas que pensava em colocar em prática somente no segundo semestre de 2015: Dunga como técnico da seleção olímpica (sub-23), que disputará os Jogos do Rio-2016.

Em um comunicado depois das 22h desta sexta (8), a entidade anunciou que Alexandre Gallo, que havia 27 meses comandava os times olímpico e sub-20, estava demitido e que Dunga será o técnico na Olimpíada do ano que vem.

Apesar da decisão estar madura, o timing do anúncio surpreendeu porque daqui a dois dias, na segunda (11), o time sub-20 se apresenta para começar a preparação para a disputa do Mundial da categoria, a partir de 30 de maio, na Nova Zelândia.

No dia 29 de abril, Gallo convocou normalmente 26 jogadores para o primeiro período de treinos, na cidade de Atibaia, no interior de São Paulo. No dia 16, quando o grupo embarca para a Oceania, ele cortaria cinco atletas.

No sub-20 assume Rogério Micalle, que comandou o time júnior do Atlético-MG, mas que também trabalhou no Figueirense, este o ponto chave para sua contratação. Em Santa Catarina, Micalle esteve ao lado de Erasmo Damiani, o homem convocado por Gilmar Rinaldi, coordenador de seleções da CBF, para reformular a base da entidade.

Damiani assumiu em 27 de fevereiro, justamente no lugar de Gallo, que acumulava o cargo de coordenador da base e técnico do sub-20 e time olímpico. Desde então, como se esperava, demitiu os técnicos do sub-15 e sub-17 e colocou pessoas próximas a ele no comando. Demitiu também toda a comissão técnica de Gallo, e pôs como auxiliar do agora ex-treinador André Luis Ferreira, amigo de Gilmar Rinaldi.

A campanha ruim do time sub-20 no Sul-Americano da categoria, em janeiro, se classificando para o Mundial com a última vaga, foi um dos motivos da queda de Gallo agora, mas não o único. A reportagem apurou que Gilmar Rinaldi e Dunga consideravam o trabalho dele uma “caixa-preta”, sem o retorno necessário.

Rinaldi convenceu o presidente eleito da CBF, Marco Polo Del Nero, que era preciso um nome experiente para comandar o Brasil na Olimpíada, principalmente por ser em casa. Há temor de que o efeito “7 a 1”, a goleada sofrida na semifinal da Copa, possa atrapalhar o desempenho de um time que será formado principalmente por atletas novatos. A análise é que Gallo não seguraria o “tranco”, e que qualquer outro treinador mais experiente não aceitaria o trabalho agora. Por isso a opção foi Dunga.

A mudança vai afetar um dos principais projetos da CBF, que era a agenda paralela entre a seleção principal e a olímpica. Toda vez que, em uma data-Fifa, Dunga convocava atletas para amistosos, Gallo fazia o mesmo na Olímpica.
Como Dunga não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo, a direção da CBF estuda como manter o projeto de já testar jogadores com idade sub-23 para tentar ganhar a inédita medalha de ouro olímpica no Rio em 2016.

Por Folhapress

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