Pódio

FVO quita dívida e Arena da Amazônia voltará a ter manutenção

Além da retomada da manutenção, o presidente da FVO afirma o contrato com a Greenleaf foi mantido – foto: Alberto César Araújo

Além da retomada da manutenção, o presidente da FVO afirma o contrato com a Greenleaf foi mantido – foto: Alberto César Araújo

Após seis meses sem receber, a empresa Greenleaf, responsável pela manutenção do gramado da Arena da Amazônia teve a dívida de R$ 440 mil quitada ontem (24) pelo Governo do Estado. É o que garantiu o diretor presidente da Fundação Vila Olímpica (FVO), Aly Almeida, em entrevista coletiva.

Sem dinheiro para honrar com o salário dos funcionários, a empresa parou de realizar as atividades no estádio há 20 dias, o que ocasionou numa infestação de lagartas, castigando a grama. Almeida disse que o corte foi necessário para não afetar outros setores do Governo do Amazonas.

Ainda segundo Almeida, não haverá prejuízo extra por conta do mau estado do gramado. A estimativa de recuperação do campo é de 60 a 90 dias.

“A raiz da grama não morreu. Então, a empresa precisa, tecnicamente, de 60 a 90 dias para o gramado ficar em dia. Quanto custa isso de prejuízo para o Governo do Estado ou para a FVO? Zero. A empresa é contratada para a manutenção, então não teremos custo nenhum além do pagamento à Greenleaf. O problema do pagamento foi sancionado” explicou.

Além da retomada da manutenção, o presidente da FVO afirma o contrato com a Greenleaf foi mantido, mas com valores reduzidos. O gasto mensal era de R$ 73 mil. Agora é de R$ 55 mil.

“Estamos passando por uma situação financeira difícil. A arrecadação está baixa e a prioridade é a vida humana, os hospitais, a educação, a segurança. A vida humana depende disso. O Governo teve que tomar essa medida e dar prioridades a esses setores. Alguns serviços tiverem corte, o gramado foi um desses”, disse.

O dirigente da FVO disse que o governo do estado tinha outras prioridades, mas que a Arena não estava abandonada, entretanto ficaria em segundo plano.

“Saúde, educação e segurança pública, são mais importantes para a sociedade”. O estádio, palco da Copa do Mundo de 2014, e que se prepara para sediar os Jogos Olímpicos Rio 2016, pode esperar”, justificou Aly Almeida, ao comentar o atraso de seis meses no pagamento.

Grama conservada

Em preparação para receber seis partidas do Torneio Olímpico de Futebol, o técnico agrônomo da Greenleaf, Ricardo Silva, explicou que mesmo sofrendo com a praga, a Arena da Amazônia ainda é uma das mais conservadas no país.

“Vamos trabalhar para que o gramado esteja em prefeitas condições em até 60 dias. O tipo de praga que se instalou no gramado foi um lagarto. Neste retorno iremos passar por diversas etapas, nas quais vamos entregar em perfeitas condições de uso dentro do prazo estipulado”, destacou.

Por Lindivan Vilaça

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