Economia

Fusões e compras de empresas neste ano somam maior valor da história

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A melhor marca anual era de 2007 -ano que precedeu a mais recente crise econômica mundial- com a marca de US$ 4,61 trilhões. foto: divulgação

Sem contar a fusão entre as gigantes norte americanas de agroquímica, Dow Chemical e DuPont, anunciada nesta sexta-feira (11), o ano de 2015 acumula US$ 4,68 trilhões em operações de fusão e aquisição de empresas.

Esse é o maior valor da história, de acordo com informações da consultoria Dealogic. Foram fechados ao menos oito negócios de mais de US$ 50 bilhões neste ano. Até setembro, os negócios de US$ 10 bilhões tinham crescido 34% e bateram o recorde para o período.

A melhor marca anual era de 2007 -ano que precedeu a mais recente crise econômica mundial- com a marca de US$ 4,61 trilhões.

Com os acordos fechados até agora, que cresceram 37% em valor ante 2014, o ano de 2015 garante três posições no top 5 dos meses com maiores negociação. O ano de 2007 ainda tem dois meses no ranking.

Eua

No início de novembro, os Estados Unidos superaram pela primeira vez a marca simbólica de US$ 2 trilhões em operações de fusão e aquisição, crescimento de 55% ante o total de 2014.

O país respondia por 48% dos valores transacionados no mundo. Foi a melhor marca desde 1999 (53%), que deve aumentar com a quando a DowDuPont entrar na conta.

O crescimento foi puxado pelos setores de saúde, que registrou US$ 454 bilhões, e tecnologia, com US$ 424 bilhões. Na segunda maior fusão da história, a fabricante do Viagra se uniu à dona do Botox em um negócio de US$ 160 bilhões, criando a maior farmacêutica do mundo.

Outro recorde, do setor, foi a compra da empresa de armazenamento de dados EMC pela Dell por US$ 65,7 bilhões, anunciada em outubro.

Ásia e Europa

Ásia e Europa superaram a marca de US$ 1 trilhão. Foi a primeira vez do continente oriental, que registrou crescimento de 61% contabilizando US$ 1,05 trilhões em 2015 ante US$ 655 bilhões no ano anterior.

Fusões e aquisições no setor de tecnologia e no imobiliário, com cerca de US$ 150 bilhões cada, impulsionaram a China, que foi responsável por quase a metade dos negócios fechados na Ásia e no Pacífico, contabilizando US$ 497 bilhões e crescimento de 69% ante 2014.

Hong Kong (US$ 130 bilhões), Austrália (US$ 122 bilhões) e Japão (US$ 103 bilhões) ficaram atrás.

As transações europeias cresceram 17% em relação a 2014, alcançando o maior nível desde 2008 (US$ 1,29 trilhões).

Com a compra da SabMiller pela AbInbev, por cerca de US$ 120 bilhões, o setor de bebidas e alimentação foi o que mais movimentou recursos (US$147,6 bilhões).

Em seguida veio o setor de óleo e gás, com US$ 115,3 bilhões, e o setor imobiliário, com US$ 113,8 bilhões.

 

Por Folhapress

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