Dia a dia

Furto de água em Manaus diminui em 20% dos casos, após ações de conscientização

Conscientização realizada com a população, de acordo com Carneiro, reduziu a quantidade de Ligações clandestinas identificadas pela empresa. Furto ocorre mais em casas com o sistema regular, mas em atraso. foto: Diego Janatã.

Conscientização realizada com a população, de acordo com Carneiro, reduziu a quantidade de Ligações clandestinas identificadas pela empresa. Furto ocorre mais em casas com o sistema regular, mas em atraso. foto: Diego Janatã.

O furto de água na cidade de Manaus diminuiu em 20% somente este ano, conforme informações do gerente de desenvolvimento da Manaus Ambiental, Jorge Carneiro. Segundo ele, no ano passado, um levantamento feito por fiscais da concessionária revelou que pelo menos 70% das residências de todas as zonas da cidade, eram abastecidas por meio de ligações clandestinas.

“Houve uma redução no índice de procedência de furto, que antes era de 70% e agora está em 50%. Nós fazemos, em média, 40 mil fiscalizações no ano, e a gente vem fazendo essa atuação desde que aqui se estabeleceu. O percentual de fraude vem reduzindo sensivelmente, porque nossa intenção é manter nossos clientes regulares e não só sair multando”, avalia.

Para Carneiro, a redução no número de ligações clandestinas se deve ao trabalho de conscientização que a Manaus Ambiental vem fazendo nos bairros. Ele também atribui a redução aos trabalhos que a empresa faz em parceria com a Delegacia Especializada em Combate a Furtos de Energia, Água, Gás e Serviços de Telecomunicações (DECFS).

“Não é interessante para a nossa empresa que exista o furto, porque isso prejudica a população em geral. Isso fragiliza nosso sistema e causa esses vazamentos que vemos a população reclamar. Então, para combater esse tipo de situação, estamos indo in loco nos bairros, não com o objetivo de multar e cortar o abastecimento de água, mas de educar e fazer com que a pessoa entenda que estar regularizado é o melhor, para o que o sistema funcione corretamente”, comentou.

Atualmente, de acordo com Carneiro, o índice de furto de água é maior em casas com o sistema de abastecimento regularizado do que em domicílios sem sistema regular. “Geralmente as pessoas acabam tendo o abastecimento desligado por estar em débito com a empresa e religa a água sem pagar a dívida. Em toda cidade temos problemas com relação a furto, mas nas zonas em que o sistema já está há bastante tempo consolidado os registros desse tipo de caso é maior”, revela.

Adutoras monitoradas 24 horas

Há pelo menos 3 anos o Centro de Controle de Operações (CCO) da concessionaria, situado na Ponta do Ismael, no bairro da Compensa, Zona Oeste, faz um trabalho de monitoramento nas adutoras e nas redes de distribuição da cidade, durante 24 horas.

Conforme o gerente de operações Felipe Poli, atualmente são 3.600 quilômetros de rede de distribuição e 100 quilômetros de adutora, observados diariamente por uma equipe de três operadores. “Nesse centro é monitorado todo o complexo de produção da Ponta do Ismael, que compreende duas estações de tratamento e todas as saídas de adução de água tratada para a cidade de Manaus. Aqui tem toda produção das duas estações e a quantidade de água que leva para cada uma das linhas de grande porte, bem como os reservatórios”, explica Poli.

Ele destaca que a tecnologia do sistema de monitoramento permite que qualquer vazamento de rede seja desligado por meio de sistemas automáticos programados por computadores. “O CCO nos permite monitorar todas as redes de distribuição e as adutoras, então quando ocorre de uma rede vazar, automaticamente o sistema está programado para desligá-lo. As adutoras são as linhas principais da cidade, as pessoas confundem e acham que tudo é adutora, sendo que não é”, diz.

Em relação à fragilidade das redes de distribuição de água, Poli comenta que o sistema foi construído pela antiga concessionaria responsável, em locais de mal assentamento, o que faz com que qualquer interferência as redes se rompam.

 

Por Michele Freitas

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