Dia a dia

Fundação Matias Machline oferecerá 270 vagas para 2017 no ensino técnico

a instituição também irá disponibilizar cursos preparatórios gratuitos, com duração de um ano, destinados apenas a alunos de baixa renda - foto: divulgação

a instituição também irá disponibilizar cursos preparatórios gratuitos, com duração de um ano, destinados apenas a alunos de baixa renda – foto: divulgação

O total de 270 vagas em processo seletivo para ensino médio técnico será oferecido pela Fundação Matias Machline (FMM), antiga Fundação Nokia, localizada no Distrito Industrial, Zona Sul, para o próximo ano. De acordo com a diretora da instituição, Ana Rita Fadel Arruda, essa é uma das principais novidades anunciada pela fundação, após a entrada da empresa Digitron da Amazônia Indústria e Comércio S.A. como nova mantenedora. Para mais informações sobre como se inscrever, acesse o link.

“A reestruturação já está ocorrendo. O novo grupo assumiu e evidentemente está tomando as providências, principalmente, em relação ao exame de seleção, em razão de que em 2015 para 2016 nós não termos oferecido as vagas que historicamente oferecíamos ao longo dos 30 anos. Justamente agora estamos retomando com a oferta das vagas para o ingresso de 2017. Antigamente eram oferecidas apenas 160 vagas, anualmente, e estamos muito contentes em oferecer um número maior”, destacou.

Segundo ela, a instituição também irá disponibilizar cursos preparatórios gratuitos, com duração de um ano, destinados apenas a alunos de baixa renda. Além disso, das 270 vagas abertas, 65% delas – 176 – serão destinadas a alunos oriundos de escolas públicas. “Os cursos já estão com as inscrições abertas e as provas vão acontecer dia 20 de novembro. Antes, trabalhávamos com apenas quatro turmas e agora passaremos a ter seis. Vamos trabalhar com os cursos mais procurados que é eletrônica, informática e mecatrônica. Ampliamos também a oferta de bolsas integrais para famílias com rendas de até R$ 4 mil, isso é uma grande conquista para nós”, comentou.

Outra novidade anunciada pela diretora da instituição é que, para 2017, haverá a oferta de cursos técnicos e profissionalizantes no turno da noite. “Nós estamos com uma equipe realizando visitas às escolas públicas do município e do Estado, a fim de divulgar o exame de seleção. Nós estamos fazendo uma força-tarefa porque ficamos fora em 2016 e precisamos reavivar a memória dos manauenses sobre a existência dos trabalhos sociais que a fundação desenvolve”, observou.

Mudanças
Em agosto deste ano, a Digitron foi anunciada pela própria fundação como a nova mantenedora da instituição, um ano após a Microsoft encerrar as atividades no Amazonas, e anunciar que não seria mais a responsável pelo suporte à unidade de ensino técnico. Com o anúncio da nova mantenedora houve também a mudança de nome, voltando a se chamar Fundação Matias Machline.

Em outubro do ano passado, alunos, ex-alunos e professores da instituição realizaram um protesto em frente à sede da fundação, para chamar a atenção do poder público para que a unidade de ensino não encerrasse as atividades. Na ocasião, como a Nokia já havia anunciado o fim da responsabilidade para com a fundação, não houve a abertura de vagas para o processo seletivo 2016.

Justiça

Em fevereiro deste ano, a 47ª Promotoria de Justiça de Fundações e Massas Falidas (PJFMF), do Ministério Público do Estado (MPE-AM), ajuizou uma ação junto à Justiça para garantir o funcionamento da fundação. À época, a promotora de Justiça Kátia Maria Oliveira, titular da 47ª PJFMF, declarou quem além do desrespeito à legislação brasileira, a decisão da Microsoft de fechar a Fundação Nokia de Ensino contraria a vontade do fundador, causando prejuízo a toda a sociedade amazonense.

A Fundação destina 70% de suas vagas a alunos da escola pública, oferece cursos profissionalizantes em diversas áreas da indústria, possui laboratórios modernos, biblioteca informatizada com mais de 14 mil títulos, e, em 2012, recebeu um aporte de R$ 40 milhões da empresa Nokia para a construção de um novo campus que permitiria triplicar o número de vagas na escola.

Por Michelle Freitas

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