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Funcionários da saúde protestam em Parintins e exigem saída do prefeito e do vice após demissões em massa

Com cartazes e apitos, os manifestantes exigiram a saída da atual gestão devido ao caos no setor da saúde da cidade - foto: Tadeu de Souza

Com cartazes e apitos, os manifestantes exigiram a saída da atual gestão devido ao caos no setor da saúde da cidade – foto: Tadeu de Souza

Funcionários da área da saúde percorreram as ruas da cidade de Parintins (a 369 quilômetros de Manaus), na manhã desta segunda-feira (10), em protesto contra as demissões realizadas pela prefeitura no último mês. Os manifestantes pediram o afastamento do prefeito da cidade, Alexandre da Carbrás, e do seu vice, Carmona Oliveira.

A ação foi organizada pela União das Associações de Bairro, Conselho Municipal de Saúde, Sindicato dos Servidores Municipais Efetivos, Sindicato dos Professores Municipais e igrejas evangélicas. Com cartazes e apitos, os manifestantes exigiram a saída da atual gestão devido ao caos no setor da saúde da cidade.

Segundo eles, nos últimos meses houve demissões em massa de médicos, odontólogos enfermeiros, agentes de saúde e técnicos de enfermagem que trabalhavam nos hospitais e unidades básicas de Parintins. Os servidores se concentraram na praça da catedral do Carmo, centro da cidade, e de lá foram para a prefeitura municipal, situada na rua Jonatas Pedrosa, também no centro.  Eles ocuparam ainda, as galerias da Câmara Municipal para cobrar uma posição dos vereadores.

A técnica em enfermagem, Elaine Soares, disse que a manifestação pacífica tinha por objetivo sensibilizar as autoridades para a grave situação que se encontra o setor de saúde a partir das demissões assinadas pelo prefeito
“Ele não tem nenhum compromisso com o município. Está indo embora e deixando a cidade numa situação de calamidade pública. O Ministério Público Estadual (MPE) precisa socorrer Parintins. Alô procurador Fábio Monteiro, o senhor um dia trabalhou na cidade e não pode nos deixar nessa situação”, disse ela ao cobrar uma atitude do procurador geral de justiça do estado, Fábio Monteiro.

No último sábado (8) foi a vez da agrovila do Caburi, cerca de 4 horas de barco da sede do município, protestar contra o fechamento da única unidade de saúde da região, que atende cerca de 10 mil moradores.
A medica cubana que atendia na Unidade de Saúde disse que os moradores não podem ficar sem a Unidade Básica de Saúde (UBS), sob o risco de pessoas morrerem.

Secretário de saúde

Na tarde desta segunda, o secretário de saúde de Parintins, José Maria Castro, esteve na sede do grupo Raman Neves de Comunicação para tranquilizar a população sobre o atendimento médico no município.

Castro confirmou as demissões, mas disse que foram necessárias para amenizar o impacto na folha de pagamento da prefeitura, porém, negou que os atendimentos tenham sido afetados.

Ele disse que já conversou com os médicos e que aos poucos a situação vai se normalizar.

“Peguei a saúde numa hora de muita dificuldade, com poucos recursos, mas estamos avançando, está muito melhor do que antes”, disse o secretário.

Tadeu de Souza
Correspondente GRN

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