Dia a dia

Funcionários da saúde fazem protesto e denunciam precariedade no atendimento

Mesmo com os salários atrasados há dois meses, os manifestantes informaram que no momento não pretendem paralisar as atividades em respeito aos pacientes - foto: divulgação

Mesmo com os salários atrasados há dois meses, os manifestantes informaram que no momento não pretendem paralisar as atividades em respeito aos pacientes – foto: divulgação

Um grupo de funcionários terceirizados das unidades de saúde João Lúcio, 28 de Agosto, Platão Araújo, Balbina Mestrinho e Francisca Mendes realizaram um protesto na manhã desta sexta-feira (30), em frente a sede do Governo, avenida Brasil, Zona Oeste, cobrando melhores condições de trabalho e pagamento de salários atrasados.

Os manifestantes também querem que o governo do Estado assuma a responsabilidade pelo pagamento dos salários atrasados que deveriam ser pagos pelas empresas terceirizadas que estão sendo investigadas na operação “Maus Caminhos”.

De acordo com o enfermeiro Ney Anderson,34, que presta serviço no Platão Araújo, as condições de trabalho na unidade hospitalar estão precárias. Conforme ele, no pronto-socorro faltam alimentos e material básico para o atendimento. Segundo o funcionário, a falta de seringas tem feito com que algumas cheguem a ser reutilizadas.

“Estamos pedindo condições mais dignas para podermos trabalhar. Não tem comida, não temos local adequado para descanso e muito menos material para trabalhar, nem o básico. Muitas vezes as seringas estão sendo reutilizadas, pois o hospital está sem material”, denunciou o enfermeiro.

Mesmo com os salários atrasados há dois meses, os manifestantes informaram que no momento não pretendem paralisar as atividades em respeito aos pacientes. Os servidores são funcionários das empresas terceirizadas Total Saúde e Salvare. A reportagem entrou em contato com as empresas terceirizadas e com a assessoria do governo do Estado, mas até o momento não obteve respostas.

Por meio de nota, a Casa Civil – do governo do estado – informou que recebeu os representantes do Sindicato dos Trabalhadores de Hospitais Privados do Amazonas (SindPriv/AM), na Sede do governo, para solicitar um documento no formato de ‘pedido de informação’ para efeito de análise financeira sobre os pagamentos dos trabalhadores lotados nas unidades de saúde da capital.

Ainda na nota, o órgão afirma que ficou acordado que o SindiPriv/AM deve encaminhar o documento em, no máximo 48 horas, para que verifiquem junto à Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) a situação das planilhas de pagamento de obrigatoriedade do Governo do Amazonas e das empresas prestadoras de serviços de saúde de Manaus.

Por equipe EM TEMPO Online

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