Economia

Funcionários da Saúde de Manacapuru realizam manifestação por salários atrasados, nesta quarta

Além dos vencimentos atrasados, os trabalhadores, entre médicos, dentistas, enfermeiros e técnicos de enfermagem, reclamam também da falta de medicamentos e equipamentos quebrados - foto: reprodução

Além dos vencimentos atrasados, os trabalhadores, entre médicos, dentistas, enfermeiros e técnicos de enfermagem, reclamam também da falta de medicamentos e equipamentos quebrados – foto: reprodução

Funcionários da rede pública de Saúde de Manacapuru (a 84 quilômetros de Manaus) realizam nesta quarta-feira (14), uma manifestação, a partir das 8h, em frente o Pronto Atendimento ao Cidadão (PAC) do município. Os trabalhadores reivindicam quatro meses de salários atrasados, além de melhorias na saúde da cidade.

Segundo um dos organizadores do movimento, que não quis se identificar, mais de 300 pessoas, das 12 Unidades Básicas de Saúde (UBS), participarão do ato. Além dos vencimentos atrasados, os trabalhadores, entre médicos, dentistas, enfermeiros e técnicos de enfermagem, reclamam também da falta de medicamentos e equipamentos quebrados.

Conforme o organizador, os funcionários estão sendo coagidos a aceitarem o atraso no pagamento sem reclamar, com risco de perderem os empregos. “Foram demitidas quatro pessoas e, pelo regime eleitoral, ninguém pode ser demitido três meses antes e depois das eleições. Somos coagidos, ameaçados, eles recolhem nossos celulares. Não podemos reclamar. Tem técnico de enfermagem que ganha um salário mínimo e tá passando fome”, comentou.

Ainda segundo o organizador, a prefeitura teria obrigado a todos os funcionários a entrar em uma cooperativa. “Nos obrigaram a entrar na cooperativa, se não seríamos demitidos. Essa cooperativa serve como ‘caixa 2’ para financiar a campanha do prefeito e candidato a reeleição Jaziel Tororó. Aí fica um impasse. A cooperativa diz que não houve repasse da prefeitura para efetuar os pagamentos e o prefeito disse, em algumas reuniões políticas, que não deve nada para a cooperativa”, comentou.

O rapaz disse ainda que a cooperativa deveria servir como um serviço terceirizado, mas a prefeitura acaba administrando e decide sobre as admissões e demissões. Além disso, ele também comentou que um técnico de enfermagem ganha R$ 630 reais, menos que um salário mínimo.

A Polícia Militar do município já foi acionada para garantir a segurança no ato.

A reportagem do EM TEMPO Online tentou entrar em contato com o prefeito Jaziel Tororó e com a prefeitura de Manacapuru, mas até o momento desta publicação não obteve resposta.

Por Kattiúcia Silveira

 

1 Comment

1 Comment

  1. Ana Mara Silva de Oliveira

    14 de setembro de 2016 at 13:35

    vote nele de novo pra ver o vai acontecer mas 4 anos isso que da colocar pessoas que nao conhecer manacapuru pessoas inesperiente ta ai babao nao sou nem eleitora dai

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