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Fraudes no Passa Fácil caem 60%, diz Sinetram

O total de 3.414 suspeitos tiveram a fraude comprovada e as carteiras bloqueadas. - foto: Diego Janatã

O total de 3.414 suspeitos tiveram a fraude comprovada e as carteiras bloqueadas – foto: Diego Janatã

No primeiro dia de funcionamento do sistema de biometria fácil, no transporte coletivo público da cidade, o Sindicato das Empresas de Transporte de Manaus (Sinetram) conseguiu reduzir em 60% o volume de usuários suspeitos de fraude com os cartões Passa Fácil. Dos 7.173 usuários identificados pelo sistema como suspeitos, nesta terça-feira (24), o total de 3.414 tiveram a fraude comprovada e as carteiras bloqueadas.


Segundo o supervisor de tecnologia da informação (TI) do Sinetram, Fábio Bayron, o sistema de biometria facial tem um programa que faz a verificação da foto da pessoa cadastrada no sistema. Se a similaridade facial for menor que 50%, o usuário já é considerado suspeito. Para confirmar a fraude, uma equipe técnica faz a análise visual de confronto das imagens. “A primeira análise é eletrônica. O segundo passo é uma conferência humana”, explicou.

O Passe Fácil garante a meia passagem a estudantes de Manaus no valor de R$ 1,50. Os titulares das carteiras emprestadas que foram bloqueadas terão mais uma chance para regularizar a sua situação antes de ter a carteira bloqueada. Conforme Bayron, eles terão que ir ao Sinetram assinar um termo de reponsabilidade, com o compromisso de não mais emprestar o seu Passa Fácil para outros usuários e em seguida terá o cartão liberado. “Mas, se for constato reincidência, aí sim ela terá o cartão bloqueado por seis meses”, apontou.

Para conseguir a normatização do sistema que garante a aplicação das punições aos usuários que cometem a fraude com o Passa Fácil, Bayron explicou que o Sinetram começou o diálogo neste ano com a Comissão e Transporte Urbano da Câmara Municipal de Manaus (CMM). De lá, foi solicitada uma pauta com o Ministério Público do Estado (MPE), quer sugeriu apenas a normatização, uma vez que não necessitaria de uma nova lei porque, a que trata do sistema de bilhetagem eletrônica, já prevê a perda do passa fácil quando confirmado fraude no uso da carteirinha.

A biometria facial que está no inclusa no pacote do sistema de bilhetagem eletrônica, estabelecida em contrato desde 2014 com o Sinetram, de acordo com supervisor de TI do sindicato, entrou em funcionamento teste no mês de junho deste ano. “Nesse período teste nós temos estatísticas de apuração de fraude, entre junho e agosto deste ano, que identificou um volume de 12 carteirinhas de Passa Fácil sendo usadas de maneira indevida”, afirmou.

O combate à fraude no sistema, segundo Bayron, não necessita de intervenção nenhuma do cobrador do ônibus. “Quando o sistema constata a suspeita, ele armazena a foto de quem usou o cartão Passa Fácil, e no dia anterior a equipe vai analisar a foto. Quando essa pessoa passar de novo o sistema vai dar mais um passe para o fraudador, mas logo em seguida ele dá o sinal de bloqueio da carteira. Quando subir em outro ônibus a pessoa não conseguirá mais passar na catraca”, disse.

Sistema elaborado pela empresa Datapron, de Curitiba (PR), e está em funcionamento em São Luís, capital do Maranhão e outras cidades do Estado de São Paulo, é um investimento 100% privado, afirmou Bayron. O contrato de 8 anos de exploração do sistema, custa ao Sinetram investimento aproximado de R$ 500 mil mensais.

Por Emerson Quaresma

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