Cultura

Fox pede desculpas por cartaz de ‘X-Men’ considerado machista

A imagem foi espalhada em outdoors nos Estados Unidos para promover a superprodução, que estreou no último dia 27 no país e em 19 de maio no Brasil - foto: divulgação

A imagem foi espalhada em outdoors nos Estados Unidos para promover a superprodução, que estreou no último dia 27 no país e em 19 de maio no Brasil – foto: divulgação

A polêmica em torno de um cartaz que mostra o vilão Apocalipse asfixiando a personagem Mística, interpretada por Jennifer Lawrence no novo filme da franquia “X-Men”, levou a Fox a pedir desculpas pela “conotação perturbadora” da cena.

A imagem foi espalhada em outdoors nos Estados Unidos para promover a superprodução, que estreou no último dia 27 no país e em 19 de maio no Brasil. A imagem, acusada de machismo na internet, acompanhava a legenda “apenas os fortes sobreviverão”.

“Em nosso entusiasmo para mostrar a maldade do personagem Apocalipse, não percebemos de imediato a conotação perturbadora desta imagem”, diz comunicado divulgado nos EUA pelo estúdio responsável pelo filme.

“Assim que percebemos o quão indelicada ela era, rapidamente tomamos medidas para remover todo o material. Pedimos desculpas pelas nossas ações e nunca apoiaríamos a violência contra as mulheres.”

A controvérsia sobre o cartaz se tornou notória após a atriz Rose McGowan (“Jovens Bruxas”) criticar a imagem em entrevista ao “The Hollywood Reporter”.

“Há um problema sério quando os homens e mulheres na Twentieth Century Fox acham que a violência casual contra mulheres é uma forma de vender um filme. Não há contexto no anúncio, apenas uma mulher sendo estrangulada. O fato de ninguém ter percebido isso é ofensivo e, francamente, estúpido”, afirmou.

“X-Men: Apocalipse” estreou sem brilho nos EUA, com uma bilheteria de US$ 65 milhões, uma queda significativa frente aos US$ 110,5 milhões vendidos no lançamento do filme anterior da franquia, “X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido”, na mesma época de 2014.

Globalmente, o novo longa já arrecadou US$ 401 milhões.

Por Folhapress

 

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