Mundo

Forças em conflito no Sudão do Sul decretam cessar-fogo

O presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, e o vice-presidente do país, Kiek Machar, reagiram à pressão internacional e decretaram, nesta segunda-feira (11), um cessar-fogo imediato, após quatro dias de intensos combates na capital, entre suas tropas.

O ministro de Informação do país, Michael Makuei, anunciou pela TV que o presidente havia determinado o “cessar das hostilidades com efeito imediato” a partir das 18h locais (12h em Brasília). Pouco depois, o vice-presidente afirmou, também em entrevista, que tinha ordenado a suas tropas o respeito ao cessar-fogo.

A capital vem testemunhando combates quase todos os dias desde quinta-feira (7), quando tropas leais a Kiir e soldados que apoiam o ex-líder rebelde Machar se enfrentaram pela primeira vez, despertando o temor do retorno de um conflito de grandes proporções na sequência de uma guerra civil de dois anos.

Não ficou claro de imediato quem estava liderando o combate, nem se algum dos lados está se sobressaindo. A violência tem levado muitos a questionarem se Kiir e Machar, adversários políticos e militares de longa data, têm o controle total de suas forças.

Não há saldo oficial de mortes, mas pelo menos cinco soldados morreram na quinta, e uma fonte do Ministério da Saúde disse que 272 pessoas, incluindo 33 civis, foram mortas na sexta-feira (8). Após uma breve pausa no sábado, o enfrentamento de domingo pareceu ainda mais vigoroso.

“Exortamos um fim a estas hostilidades e torcemos para que eles [os líderes políticos] voltem a adotar todos os pontos de ação do acordo de paz”, disse Shantal Persaud, porta-voz da missão das Nações Unidas no país, à Reuters por telefone.

Ela disse que novos disparos tiveram início nesta segunda-feira (11) ao redor da sede da ONU na área de Jebel, em Juba, e também perto de uma base próxima do aeroporto. Bases da ONU foram atingidas por armas pequenas e grandes no domingo. Um soldado chinês da entidade foi morto.

Após uma reunião de emergência, o Conselho de Segurança da ONU pediu aos dois líderes para que “façam o máximo para controlar suas respectivas forças, encerrem urgentemente o combate e evitem a disseminação da violência” e se comprometam com o acordo de paz.

Por Folhapress

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir