Economia

Força tarefa vai a Brasília tentar manter liminar que suspendeu o reajuste na tarifa de energia elétrica

 Segundo a coordenadora do Procon-AM, Rosely Fernandes, os órgãos de defesa não são contra o reajuste, mas são contra a abusividade com que esses reajustes são praticados+ fotos Diego Janatã


Segundo a coordenadora do Procon-AM, Rosely Fernandes, os órgãos de defesa não são contra o reajuste, mas são contra a abusividade com que esses reajustes são praticados+ fotos Diego Janatã

Usando a diplomacia, os órgãos de defesa do consumidor pretendem enviar representantes a Brasília, na quinta-feira (21), para pedirem que a liminar que suspendeu o reajuste de 38,8% na tarifa de energia elétrica para os consumidores residenciais e de 42,5% para a indústria, no Amazonas, seja mantida. A Eletrobrás Amazonas Energia e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) entraram com recursos no Tribunal Regional Federal (TRF) pedindo a anulação da liminar. Os representantes de Manaus têm audiência no Tribunal Federal da Primeira Região (TRF-1). Irão apresentar ao desembargador Nenilton Guedes um documento explicando as razões pelas quais a liminar não deve ser derrubada.

O procurador da República Rafael Rocha disse que, caso a ‘Força-tarefa’ não consiga manter a liminar, argumentarão para que a decisão tenha efeito apenas a partir do momento em que ela seja proferida. “Vamos pedir para que não haja um efeito retroativo e para que não haja cobrança do reajuste em relação aos meses anteriores”, observou o procurador.

Segundo a coordenadora da Secretaria Executiva de Proteção e Orientação ao Consumidor (Procon-AM) Rosely Fernandes, os órgãos de defesa não são contra o reajuste, mas são contra a abusividade com que esses reajustes são praticados, prejudicando assim o consumidor. Rosely disse ainda que o recurso para derrubar a liminar é ruim para a população. “A conquista está sendo ameaçada”, disse Rosely em relação a possível anulação da liminar.

A expectativa é que até o final de janeiro o desembargador Néviton Guedes decida sobre o reajuste de energia para os consumidores do Amazonas.

Por Asafe Augusto

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