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Foragido da ‘Vorax’ há um ano, ex-secretário de Coari é preso em hospital de Manaus

 Adriano foi condenado a mais de 16 anos de reclusão e teve mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça Federal, foto: Danilo Mello/Aleam.

Adriano foi condenado a mais de 16 anos de reclusão e teve mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça Federal, foto: Danilo Mello/Aleam.

O ex-secretário de administração da prefeitura de Coari (a 363 quilômetros de Manaus), Adriano Teixeira Salan, foi preso na madrugada deste sábado (6), nas dependências de uma unidade hospitalar de Manaus. Ele era um dos foragidos da operação ‘Vorax’, deflagrada em 2008 pela Polícia Federal, no município.

A ‘Vorax’ foi deflagrada com o intuito de desarticular uma organização criminosa liderada pelo ex-prefeito Adail Pinheiro, que desviou recursos públicos de Coari. Adail já foi preso e cumpre pena no Comando de Policiamento Especializado (CPE).

Conforme a PF, na época Adriano era secretário de administração da prefeitura do município e um dos articuladores do esquema de fraudes em licitações. Em junho de 2015, ele foi condenado a mais de 16 anos de reclusão e teve mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça Federal, estando foragido desde então. Adriano Salan teve o seu nome incluído na Difusão Vermelha na Interpol.

Ainda conforme a PF, Adriano era um dos comparsas de Carlos Eduardo do Amaral Pinheiro, chefe do esquema dos desvios de recursos públicos em Coari. Carlos Pinheiro também tem o nome incluído na difusão vermelha e está entre os 10 mais procurados pela Interpol.

Adriano foi levado para sede da superintendência da PF, no bairro Dom Pedro, na Zona Centro-Oeste da cidade, onde serão feitos os procedimentos cabíveis.

A Difusão Vermelha

É uma notícia da existência de um alerta da Interpol. O alerta vermelho é um pedido de detenção e extradição de um indivíduo em cumprimento ao mandado de prisão que tenha sido emitido no país requerente.

Operação Vorax

As investigações referentes ao caso tiveram início em 2004, a partir de uma representação encaminhada pelo Ministério Público Federal (MPF) à Polícia Federal, que relatou haver irregularidades na execução de convênio firmado entre a prefeitura de Coari e a União, por meio do Ministério do Meio Ambiente, para a construção de um aterro sanitário no município.

Durante a realização da operação ‘Vorax’, em 2008, a PF cumpriu mandados de prisão preventiva e apreendeu, entre diversos outros materiais e equipamentos eletrônicos, quase R$ 7 milhões em dinheiro no forro de uma casa localizada em um conjunto habitacional construído pela prefeitura, em Coari, que seriam apenas uma parte dos recursos públicos desviados pelo grupo.

Com informações da assessoria

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