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Foragido da Cauxi deve se entregar na segunda

Defesa do sócio-proprietário da empresa J.O Santana sinalizou apresentar o empresário, que não teve o nome divulgado – foto: Josemar Antunes

Defesa do sócio-proprietário da empresa J.O Santana sinalizou apresentar o empresário, que não teve o nome divulgado – foto: Josemar Antunes

Foragido da Justiça e um dos acusados de integrar a quadrilha que desviou R$ 56 milhões em Iranduba, o sócio-proprietário da empresa J.O Santana, utilizada para vencer as licitações na cidade, vai se entregar ao Ministério Público do Estado (MPE) na próxima segunda-feira.


Mas, para não atrapalhar as investigações, o MP preferiu não divulgar o nome do empresário. O esquema de corrupção em Iranduba, cujo “chefe” do bando seria o prefeito, Xinaik Medeiros (Pros), veio à tona por meio da operação Cauxi, após meses de investigação do MPE, em parceria com a Controladoria Geral da União (CGU).

Juridicamente, os donos da empresa são o “flanelinha”, identificado por José Adenílson, e o caseiro Jomar Cintra de Andrade, que trabalhava para o pai de Xinaik. Este último está preso, enquanto o “flanelinha”, encontra-se foragido. Ambos funcionavam como “laranjas” do esquema. O MPE acredita que alguns dos envolvidos no esquema nunca tenham se beneficiado das ações do grupo e estavam inclusive sendo coagidos a participar da fraude.

Também sem citar nomes para não atrapalhar as investigações, o MPE aceitou o pedido de delação premiada de um dos acusados e está analisando solicitações do benefício de outros dois envolvidos no esquema de corrupção.

Presos na operação Cauxi, o ex-secretário de Infraestrutura de Iranduba, André Maciel Lima, e a irmã do prefeito, a tesoureira do Fundo Municipal de Saúde, Nádia Medeiros, tiveram suas prisões temporárias convertidas para preventiva, conforme decisão da desembargadora Carla Reis. Já o ex-secretário de Finanças, David Queiroz Félix, teve seu pedido de soltura negado. Por outro lado, Edu Corrêa Souza, presidente da Comissão Geral de Licitação, teve a soltura autorizada.

O promotor de Justiça Lauro Tavares, membro do Grupo de Atuação Especial Regional para Prevenção e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), explicou que as investigações estão em andamento e o resultado dos trabalhos poderá apontar a forma como agia a organização criminosa – com a quantidade de dinheiro movimentado nas contas bancárias no sistema de corrupção. Conforme o promotor, parte das investigações está sob sigilo e a possiblidade de haver parlamentares envolvidos no esquema da corrupção não descarta uma segunda fase da operação Cauxi.

As investigações apontam a existência de superfaturamento de contratos, além da não prestação efetiva de serviços. Também foram identificadas situações de enriquecimento ilícito, desvios de recursos, corrupção passiva, concussão e falsidade ideológica.

Por Fred Santana

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