Dia a dia

Fora do Centro, camelôs ocupam as ruas dos bairros de Manaus

Na avenida Grande Circular, os pedestres não têm mais espaço na calçada. Lojistas estão ocupando o passeio público – foto: Arthur Castro

Na avenida Grande Circular, os pedestres não têm mais espaço na calçada. Lojistas estão ocupando o passeio público – foto: Arthur Castro

A implantação de galerias comerciais no centro de Manaus, algumas em prédios históricos, liberou as calçadas — antes ocupadas pelos camelôs — para os pedestres. Ao abrigar os ambulantes nesses centros populares de comércio, a Prefeitura de Manaus conseguiu dar início à revitalização da área central, mas, se a situação melhorou na região central, o problema parece ter sido transferido para os bairros, que padecem com a invasão desses profissionais.

Mesmo sem uma relação direta com a saída dos ambulantes das calçadas do Centro, a presença deles na periferia se intensificou. A ocupação vista em uma simples passagem pela avenida Autaz Mirim (Grande Circular), na Zona Leste; pela avenida Max Teixeira, na Cidade Nova, Zona Norte; e na rua Penetração 3, no bairro Amazonino Mendes (Mutirão), também na Zona Leste.

No trecho entre o Shopping Grande Circular e a agência do Bradesco, na Autaz-Mirim, por exemplo, feirantes, vendedores de CDs e DVDs piratas, barracas de brechós e lanchonetes ocupam toda a extensão do passeio público, obrigando o pedestre a disputar espaço na via com carros, ônibus e motocicletas.

“Isso não está certo e todo mundo sabe, mas as autoridades não fazem nada para mudar a situação”, reclamou o vendedor Álvaro Pinheiro, 25, que trabalha em uma loja de móveis. “O estabelecimento acaba perdendo visibilidade e, consequentemente, clientes, o que prejudica as vendas”, disse, ao relatar que alguns camelôs vieram do Centro para o local e aumentaram o número de ambulantes na rua.

O vendedor Álvaro Pinheiro lembrou que nessa concorrência, o lojista fica em desvantagem. “Quem perde com isso tudo é o lojista, que paga seus impostos em dia porque esses vendedores informais lucram sem pagar nada pelo uso do espaço público, que deveria ser destinado aos pedestres”, afirmou.

Por Michelle Freitas

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