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Foodbikes em Manaus apostam na diversificação e no sabor

O Maria Bistrô foi o salto da jornalista Nathália Andrade para o empreendedorismo – foto: divulgação

O Maria Bistrô foi o salto da jornalista Nathália Andrade para o empreendedorismo – foto: divulgação

Seguindo a moda gourmet que está em alta em todas as capitais do país, empreendedores diversificam e ampliam o nicho de mercado de alimentação sobre duas rodas. Depois do boom dos foodtrucks, agora as foodbikes que tiveram uma entrada tímidas em Manaus, começam a ganhar força por conta do baixo investimento para quem quer montar um negócio, além de servirem alimentos tradicionais com nova roupagem e até mesmo com novas receitas.

A jornalista Nathália Andrade viu nesse tipo de empreendimento uma oportunidade de inovar em Manaus e criou a Foodbike Maria Bistrô. Em novembro de 2015 ela pediu para sair do antigo emprego pela necessidade que sentiu de aprimorar o seu lado empreendedora. “Eu trabalhava em Redação. Mas há muito tempo tinha vontade de empreender. Já tinha aberto outros negócios, mas nunca tive um norte, pois meu conhecimento era na área da comunicação e não no empreendedorismo”, conta.

Para acertar como empreendedora, a jornalista diz que buscou base técnica no Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Amazonas (Sebrae-AM), que, de acordo com ela, serviu para abrir a visão de negócio e mercados para explorar. Dentro do curso, Nathália tinha o trabalho de criar uma empresa fictícia que fosse diferente do que já estava acostumada.

Ela conta que começou vendendo bolo de pote, e depois, junto com a sua mãe, Dalva Andrade, decidiram partir para a foodbike. O custo do investimento, segundo ela, depende de como se quer levar a bicicleta para as ruas. Nathália investiu cerca de R$ 3 mil. “Pesquisamos preços e a viabilidade, e então começamos as atividades com a bike”, diz a empreendedora. Ela destaca que, apesar de, ser um negócio que não tem local fixo, as dificuldades também são grandes.

De acordo com a empreendedora, as barreiras para o negócio começam dentro de casa. “As pessoas chamam de doida aquela que quer empreender. As pessoas não colocam fé em quem não tem um espaço físico, mas com o tempo se consegue quebrar as barreiras”, avalia.

Para fortalecer o mercador de foodbike, os eventos são realizados em Manaus para abrir espaço para esses pequenos negócios. Em alguns deles os empreendedores pagam uma taxa para participar, em outros casos nada é cobrado. Segundo Nathália, como a foodbike ainda recente em Manaus, os eventos que abrigam esse segmento estão em alta, e garantem ao negócio uma maior visibilidade, atingindo um público que vai crescendo ao longo dos meses.

“Praticamente todo final de semana tem eventos. O pessoal de bazar e feirão de carros chamam bastante as foodbikes para dar uma incrementada em seus eventos”, explica Nathália Andrade.

A jornalista, que deixou a Redação pela foodbike, espera que em um futuro próximo ela possa conciliar o empreendedorismo e a paixão de fazer jornalismo. “Não consigo desligar de vez. Sempre faço um freela, mas espero ter o jornalismo mais presente novamente”, afirma.

Impostos

Apesar de ser um tipo de comércio itinerante, os pequenos negócios de foofbikes não pagam impostos ao Estado ou ao município. No entanto, para manter a regularidade e garantir crédito junto a instituições financeiras para investimentos, os empreendedores deste ramo contribuem com o Simples Nacional, como microempreendedores individuais (MEIs), com taxas reduzidas.

Por Asafe Augusto

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