Economia

Fiscais da Receita Federal, no Amazonas, fazem mobilização por salários

Segundo a Delegacia Sindical do Amazonas, nenhum dos serviços externos da Receita Federal será paralisado no Estado - foto: divulgação

Segundo a Delegacia Sindical do Amazonas, nenhum dos serviços externos da Receita Federal será paralisado no Estado – foto: divulgação

Auditores fiscais da Receita Federal, no Amazonas, vão a partir desta quarta-feira (19) aderir  a manifestação nacional da categoria que tem como objetivo alinhar algumas reivindicações, em especial, aumento salarial.

De acordo com o presidente da Delegacia Sindical do Amazonas, José Jeferson Almeida, a categoria não irá paralisar as atividades e nem há previsão de greve. “A sociedade não será afetada com a nossa manifestação. O que vai ocorrer, de fato, é que o ato será um momento para que a gente possa discutir, internamente, as nossas demandas”, disse.

Almeida informou ainda que nenhum dos serviços externos da Receita Federal será paralisado. “Os serviços no Porto e no Aeroporto continuarão normalmente. O que vai acontecer é internamente. Talvez ocorra algum atraso. Não há nenhum indicativo de greve. Acontece que, às vezes, uma palavra é mal interpretada”, disse o sindicalista.

Entre os pontos que serão analisados pelos auditores para que sejam negociados com a presidente Dilma estão: reajuste salarial de 35% para o teto e 55% para o piso, revisão do regimento interno, porte de arma e a distribuição de competências. “São várias reivindicações que nós temos, mas que vamos tratar com o nosso chefe, que é o governo federal”, disse Almeida.

Indústria afetada

Para o vice-presidente da Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, as greves de servidores públicos afetam diretamente a produção industrial. Só com a greve da Suframa os prejuízos diários foram de R$ 300 milhões em toda a região Norte. “A greve é um direito legal, mas infelizmente vai ter reflexo na nossa produção. Não sentiremos logo no início da greve porque as empresas ainda têm estoque de material, mas se for prolongada com certeza haverá grandes prejuízos”, disse.

O presidente da Associação do Comercial do Amazonas (ACA), Ismael Bicharra, lembrou que o comércio é o primeiro a ser prejudicado com uma possível greve. “Se ocorrer, eu não acredito que os prejuízos serão grandes porque já existe uma mobilização para barrar essa greve”, afirmou o presidente da ACA.

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