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Fim dos Jogos Rio 2016 deixam amantes de esporte em depressão pós-olímpica

Brasileiros de norte a sul do país estão com saudades dos Jogos Olímpicos - foto: Reproduçao

Brasileiros de norte a sul do país estão com saudades dos Jogos Olímpicos – foto: Reprodução

Sem dúvidas, a Rio 2016 fez o mundo parar e vários brasileiros se emocionarem envolvidos com o verdadeiro espírito olímpico. Como não se emocionar com a vitória de Rafaela Silva, Thiago Braz e o baiano Isaquias Queiroz, que começou a remar num pedaço de maneira nos mares de Salvador, e hoje entrou para a história como o único brasileiro a conquistar três medalhas olímpicas? Foram muitas emoções vividas e que deixou enormes saudades aos brasileiros de norte a sul do país, e em Manaus não é diferente. A assessora técnica Laís Araújo por exemplo, declara que nunca teve nenhum envolvimento com esportes, mas que as Olimpíadas a cativaram de tal maneira, que após o encerramento dos jogos seus dias não são mais tão felizes como nos dias de disputas olímpicas.

“Nunca tive envolvimento com esportes, mas só o fato de ser brasileira e torcer por nossos atletas me fez virar uma amante de carteirinha das modalidades olímpicas. Fiquei triste sim, pois durante os jogos tudo mudou em meu cotidiano, ao começar pela rotina do trabalho e de casa, pois sempre me reunia com os amigos e familiares para assistir aos jogos de futebol”, declarou Laís Araújo, que também assistiu o confronto entre Brasil e África do Sul, na Arena da Amazônia.

Ela ainda declara que a vitória mais emocionante da Rio 2016 para ela, foi a do ginasta Diego Hypolito, pois ele já havia tido duas frustrações nos jogos de Pequim (2008) e Londres (2012), e mesmo com os “fantasmas” do passado, conseguiu conquistar sua primeira medalha olímpica ao lado do parceiro de equipe Arthur Nory, garantindo pódio em dose dupla para o Brasil.

“A dobradinha de medalha na ginástica com a vitória de Diego Hypolito (prata) e Arthur Nory (bronze) com certeza foram as mais emocionantes para mim, ainda mais depois de tudo o que o Diego enfrentou até chegar ao pódio e conquistar a medalha que sempre sonhou”, afirma.

Sem esporte na Tv

Tinha virado rotina pegar o controle remoto, ligar a televisão e se deliciar assistindo alguma competição olímpica. A vida da administradora Natacha Nóbrega foi diferente durante os 15 dias da Rio 2016. Apaixonada por esportes, a tristeza surgiu no primeiro dia após o encerramento dos Jogos, pois as transmissões que fizeram parte do seu dia a dia haviam acabado.

“Fui conquistada pelo espírito olímpico e por ser fã de carteirinha de esportes, sempre assistia aos torneios de diversas modalidades. A televisão era ligada praticamente o dia todo, no almoço ou no jantar sempre estávamos conectados em tudo o que acontecia. Por conta desta rotina esportiva que estávamos tendo, é praticamente impossível não sentir falta dos Jogos, pois chegar em casa e não ver mais as transmissões dá um enorme vazio e saudade”, conta a administradora.

Os atletas locais também sofreram com o término da Rio 2016. Um exemplo disto é o jogador de futebol americano Neto Cauper, que faz parte do time amazonense Ajuricaba Warrios. Ele declara que o que mais o cativou foram as cenas de atletas adversários se unirem na hora das competições, mostrando para o mundo o verdadeiro significado de espírito olímpico.

“Sou atleta mas adorei ser um telespectador, onde pude me emocionar inúmeras vezes com o espírito olímpico dos atletas. As olimpíadas do Rio foram as que mais mostraram o lado humano dos atletas. Sem falar que me diverti muitas vezes com a torcida que agia de forma cômica e mostrando o lado divertido que nós brasileiros temos. Vou sentir falta, pois foi um grande evento”, declarou o jogador.

Bianca Maia torceu e comentou

A amazonense Bianca Maia, já fez parte da seleção brasileira de ginastica rítmica e chegou a ser campeã dos jogos Pan-Americanos em 2011, mas após uma lesão na lombar teve que abandonar as disputas e passar a ser apenas treinadora na cidade de Salvador (BA), onde mora atualmente. Com a ausência nas disputas e o grande conhecimento na ginástica rítmica brasileira, surgiu um novo convite a Bianca Maia, o de ser comentarista de uma das redes de televisões oficiais da Rio 2016.

A presença nas transmissões e o acompanhamento das colegas durante as disputas, fez Bianca viver o esporte de uma maneira totalmente inesperada, onde sorriu, se emocionou e vibrou do outro lado das telinhas, como telespectadora e comentarista.

“A maior emoção que vivi na Rio 2016 foi sem dúvida o contato que tive com grandes atletas olímpicos do Brasil, como Gustavo Kuerten, Hortência e Dayane dos Santos e tudo isto foi um sonho para mim. Agora a maior dificuldade do momento está sendo a de filtrar todos esses momentos e voltar para a realidade (risos). Tive a oportunidade de viver o esporte de outra maneira com minhas colegas da ginastica e me doei 100% nas atividades que exerci como comentarista na TV, foi um sonho lindo que não gostaria de acordar e que já deixa enormes saudades”, finalizou Bianca.

Por Wal Lima

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