Política

Fim da reeleição tem apoio da bancada amazonense

O fim da reeleição para cargos majoritários, aprovado na Câmara Federal na última quarta-feira (27) contou com o voto favorável dos oito deputados federais do Amazonas.  A proposta fará com que prefeitos a partir de 2020 e governadores a partir de 2022 não possam concorrer mais a reeleição. Para o Amazonas, a medida não irá influenciar no pleito de 2016, onde o atual prefeito Arthur Neto (PSDB) já sinalizou interesse em concorrer para se manter na cadeira.


O deputado federal Artur Virgílio Bisneto (PSDB), destacou que a aprovação do fim da medida foi um avanço.  “Foi interessante termos começado a aprovar algo bom, pois na primeira noite de discussão não se aprovou nada de concreto, a reforma estava se tornando uma brincadeira, ainda bem que começou a se mexer no jogo, pois o sistema político do Brasil é atrasado”, disse o tucano.

Ele afirmou ainda que foi muito temeroso o fato da votação que proíbe a reeleição ter ocorrido antes da discussão que definirá o tempo do mandato. “Quatro anos é  pouco para o administrador público. A minha tese é de que o tempo ideal para se estabelecer um programa de governo e realizar projetos é de 5 anos”, defendeu Bisneto.

Nesta quinta-feira (28), a casa legislativa, em acordo entre os líderes partidários, decidiu adiar a votação do aumento do tempo dos mandatos dos atuais quatro para cinco anos e da coincidência das eleições. Não há ainda data para a próxima sessão que irá apreciar esses temas.

A decisão do adiamento ocorreu por falta de acordo. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou que a discussão estava “muito confusa”, ao anunciar a retirada de pauta.

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), porém, reclamou que já havia maioria para aprovar o aumento dos mandatos para cinco anos.

Para o deputado federal Marcos Rotta (PMDB) o resultado das primeiras votações são positivas, com as regras impostas ao financiamento misto para campanha e fim das reeleições, proporcionando alternância no poder e oportunizando a novos candidatos e novas propostas de governo mostrarem o seu trabalho. O parlamentar também considera a matéria que prevê a coincidência nas eleições para todos os cargos, um tópico muito importante a ser apreciado.

“Se vamos aprovar a coincidência das eleições, devemos manter o tempo de mandato em 4 anos, pois antes da reforma todos trabalhavam por 4 anos e trabalhavam bem, não porque essa historia agora de achar que em 4 anos o administrador não pode trabalhar, acredito que se conseguirmos manter o tempo atual de mandato, mas sem uma eleição no meio, será uma ótima medida para que todos possam desempenhar bem as suas propostas de governo”, afirmou Rotta.

Comentando os resultados dos primeiros tópicos votados na PEC da Reforma Política, o prefeito de Manaus, Artur Virgílio Neto (PSDB), disse que para extinguir a possibilidade de reeleição no executivo, o legislativo precisa dar um prazo maior para o administrador desempenhar o seu papel. “Essa reforma política está sendo feita as pressas, num momento em que o governo encontra-se em crise, com vários interesses se entrechocando. Eu não acredito que alguma política seja tão profunda assim, não acredito”, destacou Artur.

Por Helton de Lima Jornal EM TEMPO

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir