Filmes

Filme de Anna Muylaert está entre primeiros contemplados por Spcine

A Spcine, empresa de fomento ao audiovisual paulistano, divulgou nesta quinta-feira (2) a lista com os 30 primeiros longas-metragens contemplados pelo programa de investimento em parceria com o Fundo Setorial do Audiovisual da Ancine (Agência Nacional de Cinema). As produções receberão, no total, R$ 12,7 milhões – 50% de recursos municipais e 50% de federais.

São, ao todo, quatro linhas de financiamento, e foram divulgados na quinta os resultados de três delas. A linha 1, segundo o diretor-presidente da Spcine, Alfredo Manevy, tem um processo seletivo mais demorado e terá a lista de selecionados divulgada em outubro.

Os 262 projetos inscritos na linha 1 serão analisados por canais de televisão e serviços de vídeo sob demanda, que poderão adquirir os filmes para exibição futura ainda na fase de projeto.

Dezenove longas foram aprovados pela linha 2, voltada para a distribuição de filmes de pequeno e médio porte. As distribuidoras proponentes receberam entre R$ 100 mil e R$ 400 mil por projeto e cada filme contemplado será lançado entre dez e cem salas de cinema. Na lista, estão produções como “Que Horas Ela Volta?”, de Anna Muylaert, “Zooom”, de Pedro Morelli, “Califórnia”, de Marina Person, e “Hysteria”, de Evaldo Mocarzel e Ava Rocha.

Na linha três, voltada para a produção de filmes, sete projetos foram contemplados, com compromisso de lançamento em pelo menos 200 salas. Fazem parte da lista “Malasartes”, de Paulo Morelli, “Sampa”, de Carlos Alberto Riccelli, e “Depois dos 40”, de Luiz Villaça.

Por fim, na linha 4 – para distribuidoras do país todo, desde que associadas a uma empresa paulista -, foram quatro filmes aprovados, com compromisso de serem exibidos em no mínimo 300 salas. São eles “Operações Especiais”, de Tomás Portella, “Escaravelho do Diabo”, de Carlo Milani, “A Comédia Divina”, de Toni Venturi, e “Reza a Lenda”, de Homero Olivetto.

Manevy ressaltou a importância de viabilizar a exibição dos filmes, pensando na distribuição, e não só na produção. Há, desde já, um compromisso de lançamento de filmes paulistanos em 2.979 salas de cinema pelo Brasil.

Para trás

O prefeito Fernando Haddad, presente no evento, afirmou que São Paulo tinha ficado para trás na produção audiovisual. “Nós vamos concorrer com o Rio e passá-lo”, disse. “Temos um potencial enorme. Não é possível que São Paulo não tenha fomento para produção e distribuição. Só depende da gente articular as políticas públicas.”

Haddad reconheceu que é um ano difícil economicamente, mas que tem de cumprir os compromissos que fez com a classe artística. “A economia criativa passa pelo audiovisual. A gente está criando emprego. A produção de filmes vai formar um mercado importante no Brasil.”

O prefeito disse ainda que esse investimento de R$ 12,7 milhões – que chegará a R$ 20 milhões com a linha 1 – “é muito barato”. “Para fazer uma edição da Fórmula Indy os cofres públicos gastavam R$ 35 milhões”, comparou.

O secretário municipal de Cultura, Nabil Bonduki, afirmou também que pretende facilitar as filmagens em São Paulo. “A cidade tem que ser palco da cultura. Queremos aprofundar cada vez mais a relação entre cultura e cidade”, disse.

Para o próximo mês, está previsto o lançamento de um edital para conteúdo de televisão e plataformas digitais no valor de R$ 10 milhões.

 

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir