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Filial do EI reivindica explosão contra quartel no Cairo que deixou 29 feridos

A filial egípcia da facção radical Estado Islâmico (EI) reivindicou a autoria do ataque com carro-bomba próximo ao quartel das Forças da Segurança Nacional no bairro de Shubra al-Kheima, no Cairo, que deixou 29 feridos, nesta quinta-feira (20).

Segundo comunicado do Ministério do Interior, um “desconhecido parou bruscamente seu carro diante do edifício, saiu e fugiu em uma moto”. O carro explodiu imediatamente depois, ferindo 23 civis e seis policiais, disseram as autoridades.

O ataque danificou paredes e janelas do prédio oficial e deixou uma cratera de um metro de diâmetro na rua. Segundo relatos publicados nas redes sociais, a explosão foi ouvida em diferentes pontos da capital egípcia.

Um comunicado divulgado nas redes sociais por apoiadores da célula terrorista Península do Sinai, ligada ao EI, afirmou que os “soldados do califado” fizeram o atentado em represália à execução, ocorrida em maio, de seis militantes acusados por um ataque no Cairo no ano passado.

“Para que saibam os apóstatas da polícia e do Exército que nós não esquecemos nossa vingança e nos comprometemos diante de Deus a não descansar enquanto houver em suas mãos um prisioneiro”, advertiu a nota.

A intensidade de ataques terroristas no Egito cresce à medida que o presidente Abdel Fattah al-Sisi endurece a repressão contra militantes da Irmandade Muçulmana, partido islamita deposto em um golpe em 2013 e considerado uma organização terrorista pelo governo.

No domingo (16), o governo do Egito sancionou uma nova lei antiterrorismo, criticada pelos grupos de direitos humanos por ameaçar opositores e jornalistas.

Por Folhapress

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