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Filial do EI reivindica ataques contra soldados na península do Sinai

Uma série de ataques reivindicada por uma filial da facção radical Estado Islâmico (EI) contra postos do Exército egípcio na península do Sinai deixou ao menos 64 soldados mortos nesta quarta-feira (1º), disseram militares e membros do serviço de segurança.

O planejamento e a execução coordenada dos ataques mostram o fortalecimento da insurgência que atua há bastante tempo na região, representando uma série ameaça à segurança egípcia enquanto o governo apoiado pelo Exército tenta restaurar a estabilidade quatro anos depois do levante popular de 2011.

Segundo fontes de segurança, 90 militantes foram mortos em combates com o Exército, na batalha mais sangrenta no Sinai desde a guerra árabe-israelense de 1973.

Posteriormente, também nesta quarta, uma equipe das forças especiais matou no Cairo nove membros da banida Irmandade Muçulmana, incluindo Nasr al-Hafi, um ex-legislador do partido Justiça e Liberdade. Também foi morto o líder da Irmandade Abdel-Fattah Mohamed Ibrahim.

Autoridades egípcias e a mídia pró-governo vêm responsabilizando a Irmandade, do presidente deposto Mohammed Mursi, por vários ataques recentes.

Mas a Irmandade, que oficialmente é caracterizada como grupo terrorista pelo Egito, nega envolvimento. Muitos dos ataques têm sido reivindicados por outras organizações, como a Ansar Beit al-Maqdes (Província do Sinai, em português), milícia com base no Sinai que está por trás das ações desta quarta e é leais à facção Estado Islâmico.

A facção disse nesta quarta que teve como alvo 15 posições do Exército e da polícia e que lançou três ataques suicidas.

Após os ataques, a região do Sinai foi declarada como zona de exclusão militar e entrou em toque de recolher.

A série de atentados ocorre um dia após o presidente egípcio, Abdel Fatah al-Sisi, prometer intensificar o combate a militantes islamitas no país.

A ofensiva no Sinai vem, também, dois dias depois de um atentado a bomba no Cairo matar o promotor-geral do Egito, Hisham Barakat, que liderava processos contra islamitas.

Além disso, na semana passada, o EI convocou seu seguidores a realizar atentados ao longo do mês sagrado do Ramadã.

As forças de segurança no Sinai são alvos frequentes de ataques de grupos radicais desde julho de 2013, quando o Exército destituiu Mursi], o primeiro líder eleito democraticamente no Egito.

Por Folhapress

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