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Filha que matou o pai não foi violentada, revela laudo

Segundo laudo do IML, Kimberly Keice de Jesus da Vida, 19, não foi estuprada pelo pai - foto: Janailton Falcão

Segundo laudo do IML, Kimberly Keice de Jesus da Vida, 19, não foi estuprada pelo pai – foto: Janailton Falcão

Kimberly Keyce de Jesus da Vida, 19, não foi estuprada por seu pai Kedson Barbosa da Silva, 41, segundo laudo do Instituto Médico Legal (IML), entregue na manhã desta quarta-feira (17) ao titular da Delegacia Especializada de Homicídios e Sequestros (DEHS), Ivo Martins. Em depoimento, a jovem que matou o pai a facadas, na última terça-feira (9), alegou ser esse o motivo do crime.

“O laudo do IML comprova que ela não foi violentada pelo pai antes do assassinato. Mas isso não quer dizer que não houve relação sexual entre os dois antes de o crime acontecer. Isso ainda estamos apurando”, destacou Martins.

O delegado revelou que durante uma limpeza na casa onde ocorreu o crime, situada na rua Palermo, bairro Nova Cidade, Zona Norte, foi encontrado um livro chamado “Mentes Criminosas 2”, entre as coisas de Kimberly, o que reforça a teoria de que a jovem premeditou o crime. “Esse livro fala da conduta de criminosos, psicopatas etc. E a gente se pergunta por que ela estava lendo esse livro. Isso reforça a tese da premeditação”, comentou.

Acusação de estupro era falsa

O delegado disse ainda que em 2010 a jovem acusou o pai de estupro, e a família, preocupada, procurou a Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) e registrou o caso. O próprio Kedson pediu para realizar o exame de conjunção carnal, o qual deu negativo.

“O laudo aponta que Kimberly continuava virgem naquela época. Não parece que ela teve ajuda de outra pessoa para cometer o crime, mas não descartamos nenhuma possibilidade, porque tempo ela teve para pensar e premeditar o crime”, finalizou.

Por Michelle Freitas

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