Cultura

Fila por autógrafo do padre Marcelo Rossi reúne 2 mil na Bienal do Rio

Diante da fila de 2 mil pessoas à espera de um autógrafo na Bienal do Livro do Rio, nesta sexta-feira (11), o padre Marcelo Rossi, 48, lembrou das críticas recebidas no início da carreira de músico e escritor nos anos 90.

“Muitos críticos classificaram meu trabalho como uma moda passageira. Mas os frutos falam por si. A minha missão é evangelizar. Alcancei um grande número de pessoas com a música e livros”, disse ele à reportagem.

A maioria das pessoas na fila segurava o livro “Ágape” (editora Globo, 2010), escrito por Marcelo Rossi. “Como Ágape não existe. Vendeu 10 milhões de cópias quando foi lançado. Hoje não vende mais tanto porque quem gosta do padre já tem o seu”, avaliou Mauro Palermo, diretor da editora.

Já outros que aguardavam com a expectativa de ganhar um autógrafo (e uma bênção) seguravam seu mais recente lançamento, “Philia” (editora Principium, 2015). No livro, Rossi assumiu publicamente ter passado por uma depressão e conta como derrotou esses e outros “males contemporâneos” com o auxílio do amor fraternal, significado da palavra grega do título.

“Escutava muita carga negativa, tanto em confissões como no dia a dia. Meus ouvidos eram como cestos de lixeira. E eu não botava para fora. Entrei em depressão. Mas hoje pratico exercícios e quero continuar com minha missão”, afirmou.

Indagado sobre as atitudes inclusivas do papa Francisco, como perdoar mulheres que realizaram aborto durante o ano Santo (dezembro de 2015 a novembro de 2016), Rossi tergiversou. “O papa busca se aproximar dos fiéis, assim como eu faço aqui”.

Rossi, que começou a sessão de autógrafos às 11h30, disse que só irá embora quando o último da fila quiser ser atendido, nesta sexta-feira. “Não distribuo senhas, ao contrário de outros autores”.

A Bienal do Rio acontece até domingo (13).

 

Por Folhapress

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