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Fifa reduz punição de Blatter e Platini por ‘serviços prestados ao futebol’

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A Procuradoria também está investigando a indicação das Copas de 2018 e 2022 para a Rússia e Qatar, respectivamente – foto: reprodução

O Comitê de Apelação da Fifa reduziu a suspensão de Joseph Blatter, ex-presidente da entidade, e Michel Platini, ex-mandatário da Uefa, de oito para seis anos de qualquer atividade relacionada ao futebol. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (24).

De acordo com a Fifa, “o Comitê de Apelação considerou que os serviços prestados por Platini e Blater para a Fifa e a Uefa e ao futebol em geral ao longo dos anos merecem reconhecimento apropriado como fator atenuante”.

Com a suspensão, os dois dirigentes não vão poder participar da eleição da Fifa nesta sexta (26). Platini apoia o suíço Gianni Infantino, ex-secretário geral da Uefa. Os cartolas só voltarão a trabalhar com o esporte em 2021.

Blatter, 79, e Platini, 60, foram suspensos inicialmente por oito anos em dezembro de 2015 pelo Comitê de Ética da Fifa que os considerou culpados de “conflito de interesses” e de “gestão desleal”. Platini deve pagar ainda uma multa de 74 mil euros (R$ 320 mil), maior que a multa atribuída a Blatter, fixada em 46.295 euros (R$ 200 mil). Os valores foram mantidos. Os ex-dirigentes ainda podem recorrer da suspensão no Tribunal Arbitral do Esporte (TAS).

A investigação que resultou no banimento teve início após decisão do procurador-geral suíço de iniciar procedimentos criminais contra Blatter pelo pagamento de 1,8 milhão de euros (R$ 8,3 milhões) em 2011 a Platini. Os dois dirigentes afirmam que o pagamento do valor ocorreu como remuneração de um trabalho de Platini prestado à Fifa em 1998. Não há, porém, contrato escrito entre a entidade e o dirigente francês.

A Procuradoria também está investigando a indicação das Copas de 2018 e 2022 para a Rússia e Qatar, respectivamente.

Nesta sexta, cinco candidatos vão disputar a eleição na Fifa. O suíço Gianni Infantino e o presidente da Confederação de Futebol da Ásia, Salman bin Ebrahim Al Khalifa são os favoritos. Além deles, o (secretário-geral da Uefa), Jérome Champagne, ex-secretário-geral adjunto da Fifa, o príncipe da Jordânia, Ali bin Al-Hussein e o sul-africano Tokyo Sexwale disputam o pleito.

 

Por Folhapress

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