Cultura

Festival ‘Até o Tucupi’ começa na próxima terça-feira, em Manaus

A primeira edição do Até o Tucupi foi realizada em 2007 - foto: divulgação

A primeira edição do Até o Tucupi foi realizada em 2007 – foto: divulgação

O festival ‘Até o Tucupi’ de Artes Integradas será realizado de 20 a 25 deste mês, mas as primeiras atividades desta 11ª edição do evento estão marcadas para os próximos dias 17 e 18. O acesso à programação do evento, assinado pelo Coletivo Difusão, é gratuita e, além de atrações artísticas, também inclui atividades de formação – todas propostas para o Até o Tucupi, por meio de inscrições de produtores, artistas e agentes culturais.

Entre essas atividades está uma oficina de grafite, que vai ser orientada pelas grafiteiras Rosie Magrela e Tassiana Magra. O público-alvo são mulheres interessadas nessa forma de expressão artística cuja estética contemporânea é comumente associada à cultura do hip hop. Cerca de 10 mulheres poderão participar desse evento, nos dias 17 e 18, na sede do Coletivo Difusão.

Para a abertura oficial do Até o Tucupi, dia 20, às 18h, no largo São Sebastião, será apresentado o tema deste ano, “Direito a Cidade/Até o Tucupi de Democracia”, e, entre as atrações, a música do Maracatu Eco da Sapopema e o teatro da Cia. Vitória Régia.

A primeira edição do Até o Tucupi foi realizada em 2007. Além de conhecer novidades do cenário musical brasileiro, o público pode participar de debates que envolvem assuntos como políticas públicas para o Estado. Integrante do Coletivo Difusão e uma das organizadoras do festival de artes integradas, Michelle Andrews comenta que, dentro dos bairros onde o evento é realizado, são encontrados vários desafios, entre eles, conectar mais formadores de opinião e educadores.

“A proposta do Até o Tucupi é ser uma plataforma de troca de conhecimento contínuo, e a cada ano encaramos uma batalha para ampliar o festival”, conta Andrews, que lamenta a ausência de visibilidade da cultura como pauta política. “Não é segredo que a cultura não é prioridade na discussão política de Manaus, e isso prejudica muito a realização e a continuidade desse festival”.

Grupo de estudos

Além da oficina de grafite, outras atividades com foco no público feminino durante o Até o Tucupi deste ano são a roda de conversa “Mulheres na música” e a oficina “Produção na música”. A primeira está marcada para o dia 22, no Coletivo Difusão, e a cantora e produtora cultural Elisa Maia será a mediadora do bate-papo para identificar trabalhos produzidos por mulheres em Manaus e para propor a criação de um grupo de estudos sobre gestão de carreira e processo criativo. E a segunda atividade, com a cantora Anne Jezini, marcada para os dias 21 e 22, tem como público-alvo alunos do oitavo ano de escolas públicas da cidade. Participarão da oficina o músico Ian Fonseca, da banda Supercolisor, e Elisa Maia.

Os dois últimos dias do festival, 24 e 25, sempre das 16h às 21h30, serão dedicados à Mostra de Música, no Parque Rio Negro. Para o dia 24, estão confirmados o Maracatu Eco da Sapopema, a banda Supercolisor, o grupo Vibe Positiva, a banda de lo-fi rap Qua$imorto, o trash metal da Xandoré, o músico paraense Lucas Estrela e a cantora Márcia Novo. E, no dia seguinte, apresentam-se o Grupo Kariçú (formado por jovens acadêmicos indígenas do Alto Rio Negro que residem em Manaus), a cantora Djuena Tikuna, o Maracatu Baque Mulher Manaus, o grupo SuperBad, a banda de hardcore Holodomor e o thrash da banda Silent.

O Coletivo Difusão é uma organização cultural coletiva de Manaus, que atua desde 2006 para promover a integração entre as manifestações artísticas independentes nos eventos e projetos que levam a sua assinatura.

Por Luiz Otávio Martins

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