Cultura

Festival Amazonas de Opera com a mesma qualidade de edições interiores

Mesmo com mudanças no formato e na duração, Festival Amazonas de Ópera volta em maio e mantem o nível técnico - foto - divulgação

Mesmo com mudanças no formato e na duração, Festival Amazonas de Ópera volta em maio e mantem o nível técnico – foto – divulgação

Há anos incluído no calendário cultural do Estado, o Festival Amazonas de Ópera (FAO) teve a sua frequência interrompida em 2015, quando o cancelamento da 19ª edição foi anunciado. Falou-se até festival bienal. Na entrevista coletiva realizada ontem, o secretário de Estado da Cultura, Robério Braga, atribuiu essa “interrupção circunstancial” às dificuldades econômicas do país, que impuseram uma “medida extrema de ajustamento” da lógica de produção de todas as ações do Governo do Amazonas.

Na mesma ocasião, o 19º Festival Amazonas de Ópera foi confirmado para o período de 1º a 31 de maio, com uma programação que vai ocupar os teatros Amazonas e da Instalação e o Centro Cultural Palácio da Justiça. Mudam o formato, a dimensão e a duração do evento, mas sem perda na qualidade técnica e artística, garante Robério Braga, mesmo com a redução no orçamento: R$ 2 milhões, divididos igualitariamente entre o Governo do Estado e o Banco Bradesco, via Lei de Incentivo à Cultura.

O secretário lembrou que esse recurso de patrocínio do Bradesco foi depositado em 2015. “Havia o projeto do festival do ano passado, o Bradesco manteve o patrocínio e já fui informado pelo superintendente regional, em Belém, que já quer aplicar este ano o recurso para o festival do ano que vem”, disse Braga.

A montagem “Contos líricos” foi a escolhida para a noite de estreia do 19º Festival Amazonas de Ópera, no dia 1º de maio, às 19h, no Teatro Amazonas. O maestro Marcelo de Jesus vai reger essa obra, que apresenta trechos de seis óperas: “Norma” (de Vincenzo Bellini), “A flauta mágica” (Wolfgang Amadeus Mozart), “Carmen” (Georges Bizet), “A raposinha esperta” (Leos Janacek), “Poranduba” (Edmundo Villani-Côrtes) e “Turandot” (Giacomo Puccini).

“Vamos pegar trechos dessas seis óperas e apresentar como se elas estivessem acontecendo efetivamente. Serão seis cenários diferentes com seis figurinos diferentes, tudo do acervo da Central Técnica de Produção”, explica o maestro. A direção cênica de “Contos líricos” é assinada por Edison Vigil.

A primeira montagem inédita do festival de ópera deste ano é “Médée” (Medéia), de Luigi Cherubini, atração dos dias 4, 6 e 8 de maio, no Teatro Amazonas. Marcelo de Jesus assina a direção musical e regência e a soprano Isabelle Sabrié interpreta a protagonista. Ele comenta que é a primeira vez que essa obra será montada no Brasil em sua versão original e na íntegra. “‘Médée’ tem uma temática um pouco pesada, sobre uma mãe que mata os dois filhos por amor ou por forças divinas, e é muito importante no sentido musical”, adianta.

Ainda no Teatro Amazonas, serão apresentadas as produções “Guia orquestral para jovens”, de Benjamin Britten, e “Pedro e o Lobo”, de Sergei Prokofiev, com regência de Otávio Simões (ambas na série Concerto Bradesco, dia 15/5); Concerto Bradesco 4, com a Orquestra Barroca do Amazonas, regida por Márcio Páscoa (22/5); “Adriana Lecouvreur”, de Francisco Cilèia, uma parceria com o Theatro São Pedro, de São Paulo, com regência de Luiz Fernando Malheiro (27, 29 e 31/5); e o Concerto Bradesco 5, com direção musical e regência de Hermes Coelho (30/5).

No Teatro da Instalação, as atrações são a “Ópera bem temperada”, um projeto do maestro Davi Nunes para celebrar o Dia das Mães (8/5); “Recital Bradesco 1 – Pulsar poético” (7/5); “Recital Bradesco 2 – Shakespeare in love” (9/5); “Recital Bradesco 3 – Cervantes e Shakespeare” (13/5); “Concerto Bradesco 1 – Messa da requiem”, de Giuseppe Verdi (14/5); e “Ópera Studio – Don Giovanni”, de Wolfgang Amadeus Mozart (18, 20 e 21/5). Já o Centro Cultural Palácio da Justiça vai abrigar o “Concerto Bradesco 3”, com o Madrigal da Casa de Música Ivete Ibiapina (21/5).

Dos 20 espetáculos programados para o 19º Festival Amazonas de Ópera, 13 terão bilheteria e 7 vão ser gratuitos. Os preços dos ingressos variam de R$ 2,50 a R$ 50 e estão à venda na bilheteria do Teatro Amazonas (3232-1768) e pelo site www.bestseat.com.br. É aguardado um público de pouco mais de 10 mil espectadores no evento.

 

Por Luiz Otavio Martins

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