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Ferguson entra em estado de emergência após jovem negro ser baleado

As autoridades de St. Louis, nos EUA, decretaram nesta segunda-feira (10) estado de emergência em Ferguson depois de um tiroteio durante os protestos em lembrança ao um ano da morte de Michael Brown, 18. Durante a troca de tiros, a polícia baleou e feriu gravemente Tyrone Harris Jr., 18.

Os agentes dizem que o jovem teria disparado contra eles, mas a família nega que ele estivesse armado e acusam as autoridades de mentir.

O chefe do condado, Steve Stenger, disse ter tomado a decisão devido à violência da última madrugada. Isso permite que o chefe de polícia, Jon Belmar, aumente o efetivo policial dentro e nos arredores de Ferguson.

Depois da madrugada violenta, os ativistas convocaram um dia de desobediência civil contra a ação da polícia. Cerca de cem pessoas protestaram em frente ao tribunal de St. Louis pedindo o fim da violência policial.

Alguns deles saltaram uma barreira colocada em frente à corte e foram presos pela polícia. Outras manifestações estão programadas para a noite na avenida West Florissant, a principal de Ferguson.

Durante o protesto, a Promotoria acusava formalmente Tyrone Harris Jr. por disparo doloso de arma de fogo, agressão com armas de fogo e ataque às forças de segurança. As autoridades fixaram a fiança em US$ 250 mil.

Estado grave

O jovem negro passou por cirurgia e continua internado em estado grave. O chefe de polícia, Jon Belmar, afirmou que Harris estava entre as seis pessoas que dispararam contra a polícia no protesto.

Pela versão da policia, o suspeito disparou contra os vidros de uma van que levava quatro dos agentes à paisana. Os homens dispararam de volta e atingiram o jovem negro, que foi atingido por 12 balas.

O pai do suspeito, Tyrone Harris Sr., disse que seu filho estava desarmado e fugia do tiroteio. Ele culpou a polícia pela ação e disse que as alegações das autoridades são “um monte de mentiras”.

O membro da Associação Nacional para o Progresso das Pessoas de Cor (NAACP) John Gaskin disse que boa parte dos manifestantes não acredita na versão policial. Ele, porém, não acredita que haverá uma nova noite violenta.

Por Folhapress

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