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Fenômeno das águas amazônicas inspira exposição fotográfica

Movimento das águas do Rio Negro é um dos principais elementos presentes no evento - foto: divulgação

Movimento das águas do Rio Negro é um dos principais elementos presentes no evento – foto: divulgação

A dança das águas orquestrada pela cheia e vazante regional inspirou 13 fotógrafos do grupo ‘Fotógrafos da Madrugada’ a retratarem as múltiplas faces da realidade amazônica. O registro pode ser conferido na ‘Mostra Fotográfica Águas Grandes’, de hoje até sexta-feira (11), na livraria Saraiva, no Manauara Shopping, que fica localizado no bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul.

A entrada é gratuita. No espaço Thiago de Mello, dentro da livraria Saraiva, serão expostas 26 fotos, sendo duas de cada um dos fotógrafos: Paulo Mesquita, Sérgio Correa, Rômulo Trindade, Francisco Tote, Adriana de Lima, Anderson Moreira, Jônatas Santos, Eliúde Santana, Selma Mai, Nubia Lima, Jean Carlos e os fotógrafos convidados Carlos Navarro e Jorge Herrán.

A publicitária e fotografa Eliúde Santana explica que a ideia da exposição surgiu de maneira espontânea após os participantes do grupo “Fotógrafos da Madrugada” terem feito flagras da última enchente, no período de novembro de 2014 a junho de 2015. “Na verdade, não foi programada. Nós saíamos para fotografar e nos surpreendemos com a situação. Encontramos muitas coisas que a mídia não mostra”, disse.

O grupo percorreu as áreas alagadiças na capital Manaus e nos municípios de Iranduba, Careiro da Várzea (Vila Gutierrez, Vila do Careiro), Careiro Castanho (Vila do Puru Puru), Nova Olinda do Norte, Tefé, Manacapuru e Coari.

Além de todas as dificuldades e prejuízos acumulados pela população ribeirinha durante a cheia – que testemunham a força das águas invadirem as residências e deixarem as plantações submersas –, os fotógrafos flagraram retratos inusitadas, momentos de alegria em meio aos caos.

“Quando chegamos ao Cacau-Pirêra, a rua estava completamente alagada e as pessoas colocaram um trio elétrico no meio da água e ficaram dançando no meio da enchente. A água estava no meio da cintura e as pessoas dançavam ao som do trio, as crianças brincavam no pula-pula. Mediante essa situação, resolvemos mostrar os vários lados da enchente, não só a desgraça, mas as pessoas se divertindo. Neste dia, entramos em uma canoa e passeamos pela cidade, foi uma experiência muito chocante e nos surpreendeu muito”, afirmou Eliúde.

Durante os oito meses de trabalho, o grupo empreendeu uma verdadeira odisseia a bordo de canoa, lancha, balsa, carro para registrar as cenas mais surpreendentes da sobrevivência do ribeirinho amazônico.

“Visitamos vários locais diferentes, nuca tinha visto uma enchente de perto, somente pela TV. Estar no meio, dentro da água, é completamente diferente, uma experiência inusitada”, compartilhou.

Na livraria Saraiva, a abertura da exposição ocorre hoje, às 19h, com a presença de todos os fotógrafos. Nos dias 10 e 11, o local fica aberto para visitação das 10h às 22h.

Após a exposição na livraria, o grupo vai expor no dia 25 de setembro, no salão da prefeitura no município de Iranduba (a 10 quilômetros da capital). “Em Iranduba iremos expor mais fotografias, porque teremos um espaço maior. Todos os fotógrafos estarão presentes, junto a pessoas que foram fotografadas por nós”, explicou Eliúde.

Por Ive Rylo

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