Dia a dia

‘Feirinha da Eduardo’ corre o risco de não voltar ao antigo espaço

Uma nova reunião, ainda sem data e local definidos, será marcada para discutir uma alternativa aos feirantes dominicais da Eduardo Ribeiro – foto: divulgação

Uma nova reunião, ainda sem data e local definidos, será marcada para discutir uma alternativa aos feirantes dominicais da Eduardo Ribeiro – foto: divulgação

A tradicional feira dominical de artesanatos e produtos amazônicos, popularmente conhecida como “feirinha da Eduardo Ribeiro”, no Centro, corre o risco de não voltar mais ao seu antigo espaço, que vem passando por uma revitalização. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) alega que a referida área é patrimônio histórico tombado, e por essa razão não seria permitida a volta dos artesãos. Na manhã de ontem (3), aproximadamente 90 artesãos participaram de uma audiência pública no auditório da Escola Superior da Defensoria Pública do Estado (DPE-AM), para discutir a permanência no local.

O presidente da Associação da Feira de Artesanato dos Artesãos da Eduardo Ribeiro (Afapa), Wigson Martins, disse que a notícia gerou incômodo aos associados, uma vez que os mesmos estão há anos atuando na avenida. Segundo ele, o Iphan alega que após a revitalização da avenida a volta dos artesãos ao local poderia causar danos ao espaço. “Eles alegam que a nossa volta pode danificar as pedras que foram colocadas na avenida, mas o interessante é que a avenida vem sendo usada por veículos, inclusive pesados, naquela mesma área onde deveria funcionar a feira. Durante todo o período em que ali estivemos, nunca furamos o solo, sempre preservamos a avenida limpa e adequada”, declarou.

Segundo Martins, outro motivo alegado pelo Iphan é o tombamento do local, que por ser tratar de um patrimônio histórico deve ser mantido intacto. Porém, ele chamou a atenção para o fato de que a feira possui um título de utilidade pública. “Temos o título de utilidade pública. Há pouco tempo aprovamos na Câmara (Municipal de Manaus) pela segunda vez um projeto a respeito do tombamento da feira, que aguarda somente a sanção do prefeito de Manaus”, explicou.

Martins disse ainda que desde que a feira mudou de espaço, os artesãos estariam sofrendo com a baixa nas vendas. Segundo ele, há 380 artesãos associados, porém muitos pediram “licença” e só pretendem retornar à feira quando puderem voltar a Eduardo Ribeiro, devido ao enfraquecimento do comércio.

Medidas

O defensor público Carlos Alberto Almeida Filho explicou que a audiência teve o objetivo de obter esclarecimentos quanto ao processo de ocupação, permanência e continuidade de trabalho dos comerciantes da feira da Eduardo Ribeiro. Após a coleta de informações será verificado quais medidas serão tomadas.

Ficou definido, segundo ele, que o Iphan enviará à DPE cópia do processo que discute o tombamento da avenida Eduardo Ribeiro e também a Defensoria Pública da União (DPU), órgão competente para tratar da questão judicial. O secretário de Estado de Cultura (SEC), Robério Braga, também será convocado a participar de uma próxima reunião, com data ainda a ser definida, para maiores esclarecimentos do assunto.

Por Michelle Freitas

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