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Feirão da Casa Própria irá aquecer setor imobiliário do Amazonas

O 12º Feirão Caixa da Casa Própria se concentrará em vendas de imóveis enquadrados no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, com o metro quadrado ao custo médio de R$ 3 mil - foto: Diego Janatã

O 12º Feirão Caixa da Casa Própria se concentrará em vendas de imóveis enquadrados no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, com o metro quadrado ao custo médio de R$ 3 mil – foto: Diego Janatã

Na busca pelo reaquecimento do mercado imobiliário e da construção civil de Manaus, a Caixa Econômica Federal, realizará o 12° Feirão Caixa da Casa Própria, com mais de 2 mil imóveis novos disponíveis, concentrados no programa Minha Casa, Minha Vida. O evento que conta com parceira de empresas da construção civil, incorporadoras e imobiliárias, será realizado entre os dias 18 e 19 de junho, no Clube do Trabalhador do Amazonas – Sesi, Zona Leste.

Para esta edição da feira, a Caixa estima volume de vendas de R$ 130 milhões. Conforme o novo superintendente da Caixa em Manaus, Mário Tonon, basta que o cliente apresente seus comprovantes de renda, CPF, RG, comprovante de residência, e não ter restrições de crédito, para então pode ter seu crédito aprovado no ato.

Segundo ele, as taxas de juros sobre os imóveis do Feirão variam de 5% a 12%, ao ano. “O feirão é a melhor oportunidade de cada cliente que está interessado em comprar a sua casa, seu apartamento, realizar esse negócio no ato. Lá estarão empresas e imobiliárias ofertando imóveis, sendo que o crédito pode ser liberado na hora”, afirmou Tonon.

Sobre negociações com clientes inadimplentes, o superintendente afirmou que haverá negociação e vendas de imóveis que foram tomados de clientes não que conseguiram pagar. “A inadimplência é um fato natural em um cenário em que as pessoas estão perdendo seus empregos, mas a Caixa faz a sua avaliação e continua sendo a principal propulsora de financiamento da casa própria no país”, disse.

O volume de devolução de imóveis em Manaus, chega a 25% nos últimos dois anos, segundo dados da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas (Ademi-AM). Nesse rumo, Tonon afirmou que a Caixa possui um sistema de avaliação da capacidade do pagamento de cada família sobre os imóveis. “O sistema de avaliação de crédito continua, se a família tem renda e capacidade de pagamento não existe muito rigor para a aprovação”, observou.

Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM), Frank do Carmo Souza, a feira é uma iniciativa importante para o setor imobiliário de Manaus, que vive em queda. “O Feirão da Caixa é importante porque vivemos uma fase de retração, baixa perspectivas, baixas nas vendas. Nós temos que aproveitar o feirão para tentar renovar esse gás”, acenou.

O Feirão é voltado para empreendimentos mais econômicos. A média do metro quadrado são valores abaixo do mercado, em média R$ 3 mil. Contudo, são imóveis pequenos, de 50 a 60 metros quadrados. “Todos esses imóveis do feirão têm que ser financiados pela Caixa então ao lado bom é que tudo será tratado na hora, desde a avaliação de crédito, até a aprovação final”, comentou Frank.

Para o diretor comercial da Capital Rossi, Henrique Medina, num cenário de mercado que está retraído, a feira vem para oxigenar. “No ano passado não pudemos realizar o evento, mas esse ano viemos como várias empresas e produtos. É bom para o empreendedor e para o cliente. São imóveis que podem ser adquiridos desde a planta, financiamentos, com condições boas, de obras em andando, até produtos prontos. Então, quem está disposto a investir a hora é essa”, disse.

Por Stênio Urbano

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