Economia

Feirantes e artesãos querem voltar para Eduardo Ribeiro

Feira foi transferida para as ruas Saldanha Marinho e Joaquim Sarmento por conta de obras de revitalização – foto: arquivo AET

Feira foi transferida para as ruas Saldanha Marinho e Joaquim Sarmento por conta de obras de revitalização – foto: arquivo AET

Os comerciantes da tradicional feirinha da Eduardo Ribeiro, apontam prejuízos de até 80% nas vendas, depois que foram transferidos para as ruas Saldanha Marinho e Joaquim Sarmento, no Centro, Zona Sul, há sete meses. A transferência ocorreu, a pedido da Prefeitura de Manaus, segundo o presidente da Associação dos Feirantes e Produtores Artesanais (Afapa), Wigson Azevedo, por conta da obra de revitalização da avenida Eduardo Ribeiro.

Na manhã desta segunda-feira (16), um grupo de artesãos foi à Câmara Municipal de Manaus (CMM) pedir que os vereadores intercedam junto ao prefeito Arthur Neto (PSDB). “Como a feira está espalhada, o nosso movimento caiu muito porque as pessoas têm que se deslocar de uma rua para outra, além de ter os ‘furões’ que se apresentam vendendo como se fossem cadastrados, pois não temos como ter controle. Na Eduardo, a feira fica mais compacta. Estamos aqui [na CMM] para retornamos para avenida, que já está quase toda revitalizada”, disse.

O presidente disse que mais de mil pessoas trabalham diretamente na feirinha e entre eles estão representantes de outros municípios, como Iranduba e Manacapuru e três etnias indígenas. “A feira teve início há 18 anos, que serão completados no dia 9 de junho. Quando começamos tínhamos mais de 850 expositores. Hoje, além de estarmos em lugares separados que prejudica muito o comércio, estamos enfrentando uma crise econômica no país e isso também contribuiu muito para essa queda”, avaliou.

O vereador Elias Emanuel (PSDB) ficou de intermediar a conversa entre os artesãos e o prefeito. “Vamos interceder junto ao prefeito para que ocorra essa reunião. Tenho certeza que vamos encontrar uma solução, já que Arthur nunca deu as costas para ninguém que tem sua atividade no centro da cidade, foi assim com os camelôs, e naturalmente encontrará também uma forma com esse grupo”, comentou.

A Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom) informou que o prefeito já se manifestou e que não vê empecilho para que os feirantes retornem. Segundo ele, isso seria até uma chance de organizar a feira, mas precisaria ser feito por etapas. Ainda conforme a nota, o prefeito disse que, primeiro toda a avenida será revitalizada e, em seguida, será feita uma consulta ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Secretaria de Estado da Cultura (SEC) sobre o uso do espaço pelos feirantes aos domingos.

As obras de revitalização iniciaram em outubro de 2015 e até o momento dois trechos da via foram entregues. O prazo de conclusão é agosto deste ano. A obra estava avaliada em R$ 9,2 milhões, com recursos provenientes do Fundo Municipal de Desenvolvimento Urbano (FMDU), que compõe a estrutura do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb).

Kattiúcia Silveira

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