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Feijão está mais caro em Manaus

Principal tipo que está em falta no mercado local, o feijão jalo teve aumento de quase 117% - foto: Ione Moreno

Principal tipo que está em falta no mercado local, o feijão jalo teve aumento de quase 117% – foto: Ione Moreno

O feijão está mais caro em Manaus. Em alguns estabelecimentos da cidade, o preço do produto registrou elevação superior a 100%. Segundo os empresários e feirantes, o principal motivo para a alta no valor do feijão é a falta do produto na capital amazonense.

O feirante Miguel Gomes, 54, afirmou que a escassez do feijão já dura três meses. Segundo ele, o tipo de feijão que mais falta é o jalo.

Gomes destacou que o preço na feira poderá aumentar mais nas próximas semanas. “Não é só o feijão, mas outros produtos da feira tiveram grande aumento, como açúcar, óleo, arroz, café e charque”, disse.

O feirante contou que antes pagava R$ 250 por cada 30 quilos de feijão, hoje, para ter a mesma quantidade do produto, ele desembolsa R$ 270. Segundo ele, o volume de compras dos consumidores tem diminuído por conta das elevações nos preços. “Quem comprava dois quilos de feijão, hoje, só leva um para casa”, relevou.

Principal tipo que está em falta no mercado local, o feijão jalo teve aumento de quase 117%. Antes, o produto custava R$ 6 para o consumidor, enquanto que hoje sai por R$ 13 o quilo. “Quase não tem esse tipo de feijão, inclusive nesta semana está zerado aqui, e já faz um tempo. Quando o fornecedor vem oferecer o preço já está lá em cima e não vale a pena comprar”, disse o gerente do supermercado Casa do Óleo, Ivan Araújo, ao

Salientar que ainda há estoques dos feijões carioca, preto, e de praia.

No supermercado Veneza, na Zona Centro-Sul, o feijão preto é o que está mais em falta, segundo a fiscal de caixa Juliana dos Santos. “O preço do feijão preto varia bastante. A cada dia que o fornecedor vem, o preço é diferente e sempre para um valor maior”, disse.

A fiscal contou que o feijão preto custa R$ 5,28, enquanto que o feijão normal, que antes custava R$ 4, hoje sai a R$ 6,68 para os consumidores.

Segundo Juliana, os clientes do supermercado já notam a falta dos produtos e reclamam dos altos preços. “Nós tentamos manter os preços, mas o que define mesmo é o fornecedor que infelizmente tem valores altos”, observou.

Por Asafe Augusto

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