Economia

Faturamento das gráficas de Manaus cai com regras eleitorais

Empreendedores do ramo de gráfica sentiram mudanças no ano de 2016 - foto: Ione Moreno

Empreendedores do ramo de gráfica sentiram mudanças no ano de 2016 – foto: Ione Moreno

A mudança nas regras de propaganda eleitoral teve reflexo direto no faturamento de gráficas e empresas especializadas em comunicação visual da cidade de Manaus.  

Alguns empresários afirmam a queda no faturamento chegou até 95% em relação às últimas eleições de 2014, quando as leis eram mais flexíveis e permitiam a confecção de materiais que ficaram proibidos nesta eleição. Além de serviços, como confecção de placas e envelopamentos, as mudanças afetaram ainda a geração de empregos temporários porque as empresas deixaram de contratar por falta de fluxo de demanda.

Entre as principais mudanças feitas na propaganda eleitoral que afetaram a produção das gráficas está a proibição de veiculação por meio de placas, cartazes, faixas pinturas ou pichação em bens de uso comum, como postes, muros, pontes, paradas de ônibus, entre outros. Além da redução do tamanho máximo da propaganda de 4 metros quadrados para meio metro quadrado.

O gerente da Brasil.com Impressões, Leonel Lima, informou que o faturamento da empresa despencou até 70% na comparação com a eleição passada, em razão de as mudanças nas regras de propaganda ter afetado os principais serviços da empresa, como adesivagem ou envelopamento de carros e confecção de placas, ficando a produção limitada apenas a adesivos pequenos e os adesivos perfurados para os veículos.

Em outro comparativo, Leonel contou que a Brasil.com chegava a funcionar 24 horas por dia, mas agora opera até às 18h. “Essa mudança para as gráficas foi prejudicial. A campanha foi diferente por conta da limitação de valores o que resultou em um movimento fraco. Todas as empresas do ramo reclamam”, afirma.

Leonel falou ainda que antes de começar o período eleitoral, fazia uma aposta nos adesivos perfurados para carros que poderia salvar a produção, mas teve outra decepção. Apesar não ter o número de carros exato, o empresário disse que a procura foi baixa e fora das expectativas. “Esse primeiro turno não foi bom. Geralmente em dois e dois anos damos uma respirada, mas nesse ano foi atípico porque a demanda caiu demais”, reclama.

Por Joandres Xavier

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir