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Fast perde em casa e se complica na Copa Verde

Contra o Águia, Rolo Compressor não fez valer o mando de campo e acabou derrotado por 1 a 0 na Arena da Amazônia – foto: Janailton Falcão

Contra o Águia, Rolo Compressor não fez valer o mando de campo e acabou derrotado por 1 a 0 na Arena da Amazônia – foto: Janailton Falcão

Jogando na Arena da Amazônia Vivaldo Lima pela Copa Verde, a jovem equipe do Fast até que tentou, mas falhou em momentos cruciais, e pagou caro por isso, saindo de campo derrotada pelo Águia de Marabá-PA por 1 a 0 no primeiro jogo do duelo, válido pela fase preliminar da Copa Verde no sábado (6).

O autor do único gol da partida foi o zagueiro Bernardo. Agora, o time manauense precisa vencer o jogo de volta que será disputado no próximo dia 17, no estádio Zinho Oliveira, em Marabá (PA), por dois gols de diferença para seguir vivo na competição que garante ao campeão uma vaga na Copa Sul-Americana de 2017. Se vencer por apenas um tento de vantagem a partir de 2 a 1, o Tricolor também avança.

Com pouco mais de mil pessoas na Arena, o Fast até que começou melhor. Com muita velocidade e disposição dentro de campo, a primeira boa chegada ao gol adversário aconteceu logo no primeiro minuto. Sempre contando com a categoria de Jack Chan, a jogada começou no lado esquerdo do ataque. Após passar por dois zagueiros, o camisa 11 rolou para Geraldo, que, dentro da pequena área, ajeitou para Eliasafe finalizar por cima da meta de Bruno Colaço.

Contando com jogadores rodados pelo futebol do Norte, principalmente pelo Pará, o Águia abriu o marcador logo no seu primeiro ataque. Aos nove minutos, o camisa 10, Flamel, atleta que teve uma passagem relâmpago pelo Princesa do Solimões na Série D de 2014, lançou o atacante Valdanes, que rolou para Bernardo dentro da pequena área. O zagueiro teve apenas o trabalho de completar para o fundo da rede tricolor.

O gol animou o time paraense, que aos 12 minutos quase ampliou o marcador. Novamente Bernardo completou cruzamento da esquerda, porém, a bola passou a esquerda da meta fastiana.

Com o placar negativo, o Fast foi obrigado a se expor mais em campo. A partida ficou aberta. Em determinados momentos, os atletas do Águia apelaram para as faltas como alternativa para esfriar o confronto.

Aos 32 minutos, em rápido contra-ataque, Jack Chan recebeu na entrada da área e experimentou de longe. A bola fez uma curva e passou tirando tinta do travessão do goleiro Bruno Colaço.

Solução Pelezinho

Sem muitas opções de qualidade no banco de reserva, o técnico Darlan Borges voltou para o segundo tempo com o polivalente Pelezinho ocupando a segunda linha do Tricolor no meio-de-campo. Com passagens por grandes clubes do Amazonas, como Rio Negro e Nacional, o camisa 19 deu velocidade nas jogadas ofensivas do tricolor pelo lado direito. Logo aos cinco minutos da etapa final, ele colocou Jack Chan na cara do gol, porém, o camisa 11 finalizou fraco.

O cenário que já era ruim, piorou aos 32 minutos. O meia Lucas Castro, que havia entrado no lugar de Ricardinho, vaiado em sua saída de campo, se machucou após dividir uma bola com o lateral-direito do Águia, Léo Rosa. Em seu lugar, entrou o atacante Lucas Peteca. Um minuto mais tarde, foi a vez do zagueiro Guigui sentir lesão muscular. Sem condições de continuar, o camisa 3 saiu de campo chorando e o Fast foi obrigado a jogar os minutos finais do confronto com um atleta a menos, porque já haviam sido feitas as três substituições.

Sem paciência, nos minutos finais da partida, a torcida tricolor entoou gritos de “vergonha, time sem vergonha”, e “acabou a paz, isso aqui vai virar um inferno”.

Esperança

Questionado sobre a derrota, Darlan Borges afirmou ser possível reverter o placar fora de casa. “Pelo que a partida mostrou, temos condições de reverter o resultado no próximo duelo. Começamos melhor, mas eles acharam um gol e seguraram o placar”, concluiu o treinador.

Por Thiago Fernando

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