Dia a dia

Familiares e amigos de jovem morta em troca de tiros na Compensa protestam por justiça

Os familiares e amigos estvaam com cartazes nas mãos pedindo justiça - foto: Gerson Freitas

Os familiares e amigos estavam com cartazes nas mãos pedindo justiça – foto: Gerson Freitas

Aproximadamente 40 pessoas, entre amigos e familiares da assistente social Thammyrys da Costa Alexandre, 24, morta em suposta troca de tiros entre assaltantes e a Polícia Militar, na Compensa, realizaram na manhã desta sexta-feira (29) uma carreata em forma de protesto pela falta de segurança em Manaus.

Os familiares foram até o Fórum Ministro Henoch Reis, no bairro Aleixo, Zona Centro-Sul da cidade, onde fizeram um ato pedindo justiça, e depois seguiram para a sede do governo, na avenida Brasil, na Compensa, onde também protestaram.

A jovem foi morta no dia 20, deste mês, nas proximidades da casa onde morava, no conjunto Rio Xingu, no bairro Compensa, Zona Oeste da cidade. Na ocasião do crime, Thammyrys estava saindo de sua casa quando foi abordada por dois homens que estavam fugindo da polícia.

Conforme testemunhas, dois policiais da 20ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) estavam perseguindo os bandidos e no momento que avistaram os suspeitos abordando a vítima efetuaram os disparos, sendo que um deles atingiu o abdômen da assistente social.

A mãe da jovem, Hilda Costa, disse que quer justiça no caso da filha e o crime não pode ser esquecido.

“A minha filha era uma moça trabalhadora, alegre e dedicada. Era uma menina cheia de sonhos, não tinha inimigos, mas infelizmente teve a vida ceifada de uma forma covarde. Não sei se quem atirou foi a polícia ou os bandidos. Seja quem for, essa pessoa tem de pagar, esse crime não pode ficar impune, queremos justiça. A minha filha não merecia morrer desse jeito”, lamentou a mãe de Thammyrys.

A mulher voltou a reclamar da demora no atendimento de jovem. “A ambulância do Serviço Móvel de Urgência (Samu) chegou ao local depois de 40 minutos que a minha filha foi baleada. Por que demoraram tanto? E a polícia não deixou que ninguém se aproximasse do carro onde a Thammyrus estava. Houve negligência tanto da parte da polícia quanto do Samu. Sei que nada vai trazer a minha filha de volta, mas precisamos que a justiça seja feita”, disse.

O tio da assistente social disse que a família está esperando o resultado do laudo pericial que irá apontar se o tiro que matou a sobrinha saiu da arma de um dos policiais ou dos assaltantes.

“Estamos esperando o resultado do laudo, até o momento só tivermos acesso aos depoimentos das testemunhas. No relato, eles afirmam que os bandidos não atiraram e sim a polícia, mas isso nós só vamos saber quando sair o resultado do laudo”, falou o tio da jovem.

Suspeito preso

Após o crime, os policiais militares da Força Tática e da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) realizaram buscas pelo local e conseguiram apreender um adolescente de 17 anos. O jovem foi levado para a Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai), onde ficará à disposição da Justiça. O outro suspeito já foi identificado pela polícia, porém, ainda não foi preso.

Policia Militar

Em nota, a Polícia Militar informou que todos os policiais envolvidos foram ouvidos na Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD) e submetidos aos exames residuográficos e de contato balístico de praxe da Polícia Civil. Os resultados serão conhecidos após a conclusão do laudo pericial.
Ainda conforme a nota, durante o depoimento, os policiais declararam que o disparo que vitimou a assistente social não partiu da arma da equipe policial. Conforme a PM, foi aberto um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar as circunstâncias do fato.

Por Mara Magalhães

Colaborou Gerson Freitas

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